Ética é ressaltada no aniversário da ANJ

Membros da Associação Nacional de Jornais se reuniram ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, para celebrar os 30 anos da instituição.

O vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho recebeu o título de Associado Honorário.

Ética, liberdade, responsabilidade e liberdade de informação são valores que permearam os discursos e o almoço em comemoração aos 30 anos da Associação Nacional de Jornais, ANJ. O evento reuniu 77 executivos dos 144 jornais associados no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, em Brasília (DF). Antes do almoço – que contou com a participação do ministro da Fazenda, Guido Mantega -, o vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, recebeu o título de Associado Honorário.

Ao abrir a solenidade de entrega do título, a presidente da ANJ, Judith Brito (Folha de São Paulo), lembrou que em 30 anos a entidade já conta com associados em todas as unidades da Federação. Ressaltou que a homenagem a João Roberto Marinho se deve a ser um dos fundadores da ANJ e por representar, “como ninguém, o espírito da associação”.

A ética foi citada por Jayme Sirotsky (Zero Hora) antes de entregar o título a executivo de O Globo. Lembrou que Marinho, em entrevista, tinha afirmado a importância desse valor para a imprensa e empresas jornalística, em especial para a liderança da ANJ. “Essa liderança deve ser buscada nos limites da ética, pois não somos éticos porque nos tornamos líderes e, sim, somos líderes porque somos éticos”, declarou.

Sirotsky comemorou o fim da lei de imprensa e da obrigatoriedade de diploma para jornalista – decidido este ano pelo Supremo Tribunal Federal – e lembrou que há, ainda, tentativas diversas de ataque à liberdade informação, que devem ser combatidas. Como exemplo citou decisões judiciais de primeira instância censurando jornais, e o autoritarismo em vigência na Venezuela. Quanto as novas tecnologias que chegam e são implantadas, rapidamente, considerou que as empresas jornalísticas devem apreciá-las com liberdade e responsabilidade.

Finalmente, o homenageado, João Roberto Marinho, lembrou que a participação na fundação da ANJ, em 1979, foi dada como missão por seu pai, Roberto Marinho, para somar e evitar divisões entre as empresas jornalísticas. Cultivar e lutar por “um ambiente democrático e com liberdade de informação”. Sob essa perspectiva, “a Associação nunca abandonou seu norte, nem aceitou intimidações, promovendo o apoio mútuo entre os pares, e o reconhecimento acontece aos que praticam o bom jornalismo”, afirmou Marinho.

30 anos de ANJ

Em comemoração aos 30 anos da ANJ, a entidade realizou, pela manhã, a assembléia geral ordinária e extraordinária, e o almoço para a concessão do título de Associado Honorário, com a presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

À tarde, é realizado o painel “Liberdade de expressão e o futuro do jornalismo: o que dizem os jornalistas”. São debatedores Iason Athanasiadis (The Washington Times), Alon Feuerwerker (Correio Braziliense), Carlos Eduardo Lins da Silva (Folha SP), Daniel Piza (O Estado de São Paulo), Marcelo Rech (Grupo RBS) e Merval Pereira (O Globo), e mediador Fernando Rodrigues (Folha SP).

À noite, no Brasília Palace Hotel, durante o jantar será entregue o Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa e feito o lançamento do livro “A Força dos Jornais – Os 30 anos da Associação Nacional de Jornais no Processo de Democratização Brasileiro”, que tem como autores Judith Brito e Ricardo Pedreira.

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