El País segue estratégia de expansão internacional

Conquistar leitores em outros continentes é a estratégia que o jornal espanhol El País vem implementando há cinco anos, com o objetivo de crescer e obter novas fontes de receita, segundo Antonio Jiménez Barca, Diretor de Redação no Brasil. Em sua participação na Conferência International News Media Association (INMA) 2015, que se realiza em São Paulo, nos dias 09 e 10/11, como já havia correspondentes no México, na América Latina e uma delegação em Nova York, o passo seguinte foi a implantação de redações com equipes locais.
Atualmente, o site do El País conta com abas que levam às edições voltadas para os países nos quais está presente – na Espanha, sendo uma específica para a região da Catalunha, no México e no Brasil.
“A transformação do El País num jornal internacional é uma estratégia ambiciosa que foi tomada para nos salvar, com investimentos em longo prazo, mas cujos resultados já estão acontecendo”, disse Barca. Segundo ele que o site brasileiro conta com um milhão de visitantes diários e a coluna de Eliane Brum tem batido recordes de audiência.
A fonte de receita agora vem também dos produtos digitais e de outras iniciativas, como seminários. No México, o El País é o terceiro jornal digital mais acessado. Pela complexidade da sua operação, o |El Pais mantem parcerias para a produção e compra de conteúdo, e para isso conta com um departamento para tratar dessas negociações. Segundo Barca, há um interesse de estabelecer parcerias também com os jornais regionais brasileiros.
Ele chefia, no Brasil, uma redação composta por brasileiros que o auxiliam na tarefa de entender um país complexo pela sua diversidade. Em contrapartida, diz ser bom ter um olhar europeu sobre questões brasileiras – como a desigualdade social e violação dos direitos humanos –, que podem passar despercebidas à população, por conviver com elas diariamente.
“Em todos os países nos quais estamos presentes, o jornalismo feito pelo El País continua baseado nos mesmos princípios da defesa do progresso e da democracia”, concluiu.