ANOS 2002-2004
Programa ANJ de Defesa da Liberdade de Imprensa
Desde a sua fundação, em 1979, a Associação Nacional de Jornais promove
iniciativas que incentivam a maior compreensão sobre a importância da
liberdade de imprensa para a democracia e as liberdades coletivas e
individuais.
Em abril de 1997, o Conselho de Administração da ANJ aprovou a criação
do ?Programa de Defesa da Liberdade de Imprensa?, hoje uma referência
nacional e internacional nessa atividade, de reconhecida credibilidade,
com excelentes resultados institucionais e ação efetiva.
A ANJ tem como instrumentos norteadores de sua ação no campo da
liberdade de imprensa no Brasil a Constituição Federal de 1988, o seu
Estatuto Social, o seu Código de Ética, as decisões da sua Diretoria e
os objetivos do seu Comitê de Liberdade de Expressão, além dos
princípios da Declaração de Chapultepec, da qual o Brasil é signatário
desde 1996, e da parceria institucional com a World Association of
Newspapers ? WAN, da qual é associada desde 1988.
Manifestações
O Brasil tem uma Constituição
Federal democrática que consagra a liberdade de imprensa e,
textualmente, proíbe qualquer tipo de censura. Entretanto, diversos
veículos e profissionais de todo o país enfrentam violações ao
exercício da atividade jornalística, as quais mobilizam a ANJ que, por
definição estatutária, defende a liberdade de imprensa. O Comitê de
Liberdade de Expressão atua nos casos de violações e atentados à
liberdade de imprensa, intervindo, conforme o caso, com manifestações e
pedidos de providências às autoridades.
Com a colaboração dos Comitês de Assuntos Jurídicos e Relações
Governamentais, fornece apoio jurídico e institucional aos atingidos.
Com o apoio da Assessoria de Imprensa da ANJ e em contato com
associações congêneres no Brasil e no exterior, o Comitê de Liberdade
de Expressão acompanha a vigência da liberdade de imprensa em todo o
país, solidarizando-se com os jornais e seus profissionais atingidos
por arbitrariedades ou atentados que prejudicam, ameaçam ou impedem o
livre exercício da atividade jornalística.
Sempre que tem conhecimento de que os jornais são discriminados na
distribuição de verba publicitária ou quando informada da suspensão de
publicidade oficial a jornais, configurada a prática de censura
econômica por parte de governos, a ANJ manifesta-se a governos
estaduais e municipais, pois firmou posição em defesa de critérios
técnicos para essa distribuição de verbas publicitárias, que denominou
?mídia técnica?.
Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa
No dia 8 de maio de 2003, a Associação Nacional de Jornais e a Unesco -
Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura, com
a parceria institucional da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos
Deputados, realizaram o seminário ?Exercendo a Liberdade de Imprensa?,
em Brasília (DF), para marcar, no Brasil, o Dia Mundial da Liberdade de
Imprensa (3 de maio).
Nesse evento, a ANJ e a Unesco promoveram amplo debate sobre a
liberdade de imprensa no Brasil com diretores de Redação, editores e
jornalistas; instituições brasileiras e internacionais que atuam na
defesa das liberdades de imprensa e de expressão no Brasil;
profissionais e estudantes de Comunicação e de Direito, e também
propuseram a formação da ?Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa?.
Relatório de ocorrências
A Associação Nacional de Jornais, por meio do seu Comitê de Liberdade
de Expressão, publica anualmente, desde 1997, o ?Relatório ANJ sobre
Liberdade de Imprensa no Brasil?, documento divulgado no país e no
exterior que denuncia violações praticadas à liberdade de imprensa e a
profissionais e empresas de comunicação. Do relato dos últimos dois
anos, que consta em documento à parte, algumas ocorrências graves são
extraídas:
Censura
Um momento que deveria representar a consagração da democracia, a
eleição geral de outubro de 2002, teve um episódio que chocou a
população brasileira porque, pela primeira vez desde os anos da
ditadura militar, a censura instalou-se dentro de um jornal,
impedindo-o de cumprir seu dever de informar a população. Foi o que
aconteceu no Correio Braziliense, de Brasília (DF), quando um oficial
de Justiça e o advogado de um dos candidatos ao governo do Distrito
Federal exerceram as funções de censores e acompanharam pessoalmente a
elaboração da edição do jornal, com base na mera presunção de que
poderia haver desobediência a uma determinação judicial de não divulgar
uma informação.Também o Jornal de Brasília (DF) foi proibido, na época
das eleições, de publicar determinadas informações, por força de
decisão judicial.
Assassinatos
Um jornalista, um proprietário de jornal e um repórter-fotográfico
foram assassinados no Brasil. Em 2 de junho de 2002, a vítima foi Tim
Lopes, jornalista da Rede Globo de Televisão, assassinado por
narcotraficantes, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). No dia 30 de
setembro de 2002, foi assassinado Domingos Sávio Brandão de Lima
Júnior, proprietário e diretor-presidente da Folha do Estado, da Rádio
Cidade e da SB Construções e Planejamento, empresas de Cuiabá (MT). No
dia 23 de julho de 2003, o repórter-fotográfico Luiz Antônio da Costa,
que estava a serviço da revista Época, foi assassinado em São Bernardo
do Campo, no ABC paulista.
Jornais que colaboram financeiramente para o Programa ANJ de Defesa da Liberdade de Imprensa
Todas as atividades e o gerenciamento do ?Programa ANJ de Defesa da
Liberdade de Imprensa? são custeados pela contribuição dos jornais que
aderiram ao Programa, o que é fundamental para a ANJ cumprir os seus
objetivos de melhor atender os interesses dos associados e para
defender a liberdade de imprensa.
Os jornais colaboradores são os seguintes: A Crítica (AM), A Tarde
(BA), A Tribuna (SP), Correio Braziliense (DF), Correio Popular (SP),
Folha de S.Paulo (SP), Gazeta do Povo (PR), Jornal do Commercio (PE), O
Dia (RJ), O Estado de S.Paulo (SP), O Globo (RJ), O Liberal (PA) e O
Popular (GO).