Criança tem que brincar e ser feliz
Estudantes do Colégio Estadual Santa Maria, de Ponta Grossa-PR, pesquisam sobre exploração e abuso infantil e deixam uma lição para toda a comunidade. Eles participam do Projeto Cultural Vamos Ler, do Jornal da Manhã (Ponta Grossa/PR).
Motivados pela leitura da matéria de Elias Lacoski, ‘Violência contra menores é tema de seminário’, publicada em 12 de novembro no Jornal da Manhã (Ponta Grossa/PR), os alunos da 5ª série ‘D’ do Colégio Estadual Santa Maria, colocaram em prática sua criatividade na elaboração de cartazes com fotos de crianças e adolescentes destacando o tema da notícia.
O enfoque foi para assuntos como abuso sexual e pedofilia, prostituição infantil, armamentos utilizados por menores no tráfico de drogas, exploração do trabalho infantil, preconceito racial, entre outros. “Os resultados foram além das expectativas, elogiados inclusive pela pedagoga do Colégio, Ana Paula N. Lopes, que realizara um curso sobre pedofilia e outros tipos de violência contra menores”, destaca a professora de geografia que organizou a atividade, Emanuele Rodrigues de Lima.
Individual e em grupos, os alunos ficaram livres para pesquisar e expor aos colegas o que aprenderam sobre o assunto. Um exemplo é a aluna Paola Christtine Lisboa, que com o auxilio de uma tia, pesquisou o tema ‘abuso contra menores’ na internet, escreveu um texto informativo e imprimiu várias fotos de sites específicos que alertam sobre abusos contra crianças. A jovem Andriele de Jesus Paulista pesquisou os vários tipos de violência: física, oral, sexual. “As crianças que sofrem abusos ficam diferentes, com medo, quietas e não confiam em ninguém. Criança não tem que ficar sofrendo, tem que brincar e ser feliz!”, enfatiza Andriele.
Tatiane Chornobai de Oliveira preferiu não recortar as fotos dos exemplares do JM, optou pelos livros antigos. A aluna criou frases sobre crianças que começam a trabalhar muito cedo e abandonam os estudos. “A exploração do trabalho infantil é uma violência. Todas as crianças precisam aprender a ler e escrever, ter alimentação digna e devem brincar com seus amigos”, ensina Tatiane. Já Michelli Ramalho é direta em seu conselho: “Se ver alguma criança sendo maltratada por alguém, denuncie à polícia”.
A aluna Nikelly Ferreira Pinheiro criou um cartaz com o lado bom e o ruim, utilizando fotos de outra matéria do JM que denunciou o uso de drogas em plena praça central de Ponta Grossa, bem como o comércio de drogas. “O trabalho superou as expectativas. Provou-se que a partir de uma única matéria, um leque de possibilidades é aberto, e que as crianças estão sendo orientadas a lutar por seus direitos de estudar, brincar e serem respeitadas”, conclui Emanuele.
Texto de aluna:
Chega de violência contra a criança!
A violência sofrida pela criança nem sempre vem de fora, e sim, muitas vezes, de dentro da própria casa, onde os pais batem nos filhos, abusam sexualmente, e até mesmo fazem com que os mesmos façam o trabalho doméstico! E além da violência física, a violência verbal, a psicológica, é a que mais dá alteração no futuro dessa criança. Dependendo de como foi tratada, de como falaram com ela quando pequena; isso afeta o psicológico da criança que se torna um adolescente, um adulto, com muito mais possibilidade de ter problemas emocionais, fraquezas que fazem com que entrem no mundo das drogas, roubos e violência.
O ideal é sempre que possível conversar com as crianças, bater um papo, saber como ela está, dar umas dicas sobre o que possa estar com dúvida. Sempre ter uma boa relação com seu filho(a), para que no futuro possa ser uma boa pessoa que vai passar seus ensinamentos adiante.
Paola Christtine Lisboa – 5ª série D – Colégio Estadual Santa Maria
Texto: Talita Moretto - vamosler@jmnews.com.br