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Recriando jornais

A historiadora e professora Geovanna Ramos estimula a criação de jornais por parte de seus alunos do Ensino Fundamental.

Professora: Geovanna de Lourdes Alves Ramos

Escola: Escola Municipal Professor Ladário Teixeira

Cidade: Uberlândia/MG

Programa: Projeto Algar Lê -Correio Educação (Jornal Correio de Uberlândia)

 

Contexto

A professora de História Geovanna de Lourdes Alves Ramos, que trabalha com estudantes do ensino fundamental na Escola Municipal Professor Ladário Teixeira e atua também no ensino superior na Uniube, afirmou que o não-desenvolvimento do hábito de ler desde as séries iniciais e durante todo o ensino fundamental, o médio e até mesmo no 3º grau acarreta imensos prejuízos à formação dos indivíduos. Na opinião da historiadora, a defasagem relacionada à leitura é algo que precisa ser sanado ou amenizado a qualquer custo, e por isso ela disse que o trabalho deve ser interdisciplinar.

“A formação do aluno leitor, capaz de decifrar, de compreender a diversidade textual que se apresenta em nosso dia-a-dia é de extrema relevância. De acordo com os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais), é função da escola formar sujeitos letrados, no sentido pleno da palavra, e não apenas alfabetizados. Assim, a leitura é uma das maneiras que a escola tem de contribuir para a diminuição da desigualdade social, desde que ela forneça a todos as oportunidades para o acesso ao saber acumulado pela sociedade”, afirmou Geovanna.

Pensando nisso, a professora elaborou um esquema de trabalho com o objetivo de despertar o prazer de ler e a habilidade dos estudantes compreenderem a diversidade dos gêneros textuais. Como educadora ativa no projeto Algar Lê – Correio Educação, o ponto de partida de Geovanna foi a utilização do CORREIO de Uberlândia.

“O jornal ajuda os alunos a desenvolver autonomia e o protagonismo juvenil, e, também estimula o espírito crítico referente a construção da nossa sociedade por meio da reflexão das notícias lidas. É um material maravilhoso”, disse.

Dinâmica

A proposta de Geovanna é que os alunos criem seus jornais. Com base nos exemplares que eles utilizam em sala, cada aluno ou grupo de estudantes monta suas páginas com recortes de imagens e notícias, e complementam com seus próprios textos. A professora ressaltou que dá liberdade aos alunos para elaborarem esse trabalho da forma que desejarem. Por exemplo, se um grupo quiser criar seu jornal só com notícias esportivas, sem problemas. A intenção é tornar a atividade o mais agradável possível.

Resultados

E Geovanna já conseguiu colecionar muitos resultados positivos. Ela contou que aqueles estudantes que sentiam muita dificuldade, já conseguiram desenvolver a leitura e a interpretação. Falou também que eles ficam eufóricos para terem aulas com o jornal pois gostam muito da atividade.

A professora afirmou que a idéia de trabalhar o jornal recriando-o foi muito bem aceita na escola, e que outros professores estão realizando atividades semelhantes.

“Uma abordagem de leitura deve proporcionar ao aluno o prazer da descoberta. Para isso, a leitura deve ser encarada como um jogo, uma atividade lúdica que exige engajamento cognitivo. Assim, aliamos teoria conceitual à sua aplicação prática, no desejo de tornar o ensino significativo e parte do universo sociocultural do estudante. Algo que deve ser priorizado sempre”, afirmou Geovanna.

 

Fonte: Informações e texto de Priscilla Melo

Site do Correio de Uberlândia

http://www.correiodeuberlandia.com.br/coluna/2008/09/PRIHMELO/35/algar_le_-_correio_educacao.html