Contexto
Segundo pesquisas INAF/ANEB/UNESCO realizadas em 2006, 26% da população brasileira de 15 a 64 anos é plenamente alfabetizada (3/4 da população não seriam capazes de ler um texto e compreender o que estão lendo) e 23% deste grupo, conseguem resolver um problema matemático com mais de uma operação. Nada menos que 32% dos alunos da 1.ª série do Ensino Fundamental são repetentes, assim como 20% dos que cursam a 2.ª série. E 55% dos alunos de 4.ª série estão em situação crítica ou abaixo da crítica na área de leitura e escrita e 66% dos estudantes de 14 anos estão cursando séries defasadas em relação a sua idade (2/3 de todo o contingente).
Já o teste PISA/OCDE, também aplicado em 2006 para verificar nível de educação em jovens de 15 anos, de 56 países, coloca o Brasil nos últimos lugares (49.ª posição) em nível de leitura – melhor apenas que países como Montenegro, Catar, Colômbia, Tunísia e Azerbajão. E numa posição nada confortável também nos níveis de aprendizado de Matemática, na 54.ª posição e, Ciências, na 52.ª posição
O teste PISA abrange os domínios de Leitura, Matemática e Ciências, não somente quanto ao domínio curricular de cada escola, mas também quanto aos conhecimentos relevantes e às habilidades necessárias à vida adulta. E dá ênfase no domínio dos procedimentos, compreensão dos conceitos e capacidade para responder a diferentes situações dentro de cada campo.
Pesquisa realizada pela UNESCO em 2005 indica que só 1/5 dos estudantes que concluem o Ensino Médio no Brasil se matriculam no Ensino Superior, enquanto essa taxa chega a 90% em países como a Coréia e Finlândia e está acima dos 60% na Europa. Até nossos vizinhos estão na nossa frente:
• Argentina (61%)
• Venezuela (39%)
• Chile (43%)
• Peru (32%)
Ou seja, o Brasil é um país que ainda tem muito a fazer pela Educação e o jornal, como um dos principais e mais influentes meios de comunicação, tem potencial e pode contribuir para mudar o cenário atual, ajudando a melhorar as taxas de leitura e na formação de cidadãos críticos.

