Recomendações Gerais
Para que seja considerado Programa de Jornal e Educação, cada iniciativa realizada por empresa jornalística associada a ANJ deve:
- Ter explicitados os parâmetros, metas e objetivos que a sustentam como proposta vinculada às definições aqui traçadas, de modo a garantir unidade de ação entre todos os associados, mesmo respeitadas a diversidade entre suas respectivas realidades locais, dando publicidade a tal concepção junto aos que vierem participar da mesma.
- Promover a distribuição de exemplares inteiros, pelo menos de cinco das sete edições semanais, distribuídos no dia ou posteriormente em forma de encalhe, por um período nunca inferior a um semestre, de preferência a cada dia, nas seguintes quantidades: - para quem distribui exemplares do dia - um exemplar diário para cada grupo de 5 novos leitores atendidos mais um exemplar também do dia e inteiro para os mediadores de leitura; - no caso da empresa que trabalhe apenas com o encalhe, mesmo com a distribuição sendo feita posteriormente em lotes, a quantidade deve ser a mesma, acrescida de mais um exemplar para os mediadores de leitura;
- Colaborar com as instituições envolvidas no Programa, após o período em que gozaram do benefício do recebimento gratuito de exemplares do dia ou do encalhe, para que encontrem formas próprias de continuar contando com exemplares de jornais em seu cotidiano.
- Promover a orientação pedagógica dos mediadores de leitura envolvidos, de maneira sistemática e permanente: - garantindo um caráter teórico-prático a esse processo de formação; - fornecendo material escrito de fundamentação aos envolvidos; - e atribuindo um caráter diversificado a essa orientação, não só desdobrando-a em cursos, palestras, oficinas, encontros e seminários como também convidando diferentes profissionais para contribuir na orientação que puder colaborar no alcance dos objetivos pretendidos; -facilitando a leitura de outros jornais, por parte dos leitores participantes do Programa.
- Administrar o Programa a partir da livre definição de um modelo de gestão para o mesmo - a ser levado a efeito no âmbito da própria empresa, terceirizado, misto ou outro -, desde que o formato administrativo não fira o conceito geral, possa descumprir os objetivos estabelecidos ou não atenda às exigências operacionais mínimas, fazendo-o: - de modo integrado em relação aos diversos setores da empresa jornalística como um todo; - buscando ou não empresas parceiras e/ou financiadoras da iniciativa; e sem que façam imposições que sejam contrárias ao conceito aqui exposto; - e contando com pelo menos um profissional da educação para compor a equipe que o desenvolve, ao lado de jornalista(s), de modo a garantir a dimensão pedagógica do Programa e a coordenação e execução da capacitação dos mediadores de leitura.
- Participar, obrigatoriamente, de avaliações e pesquisas qualitativas e quantitativas promovida, periodicamente, pelo PJE da ANJ, mensurando processos e resultados mínimos para promover a conseqüente continuidade ou re-direcionamento do trabalho em função dos resultados constatados.
- Atender livremente a qualquer tipo de instituições e ou espaço educativo para se beneficiar do programa de leitura oferecido, desde que venham a dele participar por iniciativa própria, reconhecendo a iniciativa como de seu interesse. De modo idêntico, atender a qualquer tipo de público, independentemente do seu nível de habilidade de leitura.
- Integrar as iniciativas da empresa afinadas com a questão educacional (Exemplos: Jovens Leitores, Repórter Mirim, Cadernos Especiais de Educação, etc.) ao Programa de Jornal e Educação, dentro de uma política única de sustentabilidade, responsabilidade social e qualificação da marca do veículo.
- Manter-se, preferencialmente, como projeto independente de qualquer instância de governo - seja federal, estadual ou municipal - a fim de garantir solução de continuidade nas mudanças decorrentes de eleições, fidelidade à fundamentação pedagógica, não ingerência política e, acima de tudo, a independência editorial do veículo.

