Tire suas dúvidas
1. O que a ANJ considera um Programa Jornal e Educação?
A ANJ considera como PROGRAMA DE JORNAL E EDUCAÇÃO toda e qualquer iniciativa levada a efeito por empresa a ela associada, que esteja comprometida com a promoção da leitura num sentido amplo e tenha como público-alvo estudantes de quaisquer níveis, segmentos de ensino e ou entidades que desenvolvam ações educativas, numa perspectiva efetiva de formar leitores críticos, fomento ao acesso à informação, construção da cidadania e participação social.
2. Qual o status do PJE dentro da estrutura da ANJ?
O Programa Jornal e Educação é a principal ação de responsabilidade social da Associação Nacional de Jornais. Sua gestão e desenvolvimento integram as atribuições do Comitê de Responsabilidade Social ANJ. A coordenação nacional e secretaria geral do Programa funcionam em Brasília. O Programa conta ainda com Coordenadores Regionais que têm a atribuição de fomentar iniciativas, identificar necessidades e atender demandas voltadas ao aprimoramento dos projetos desenvolvidos pelos jornais associados em cada região.
3. Os programas de Jornal e Educação podem ser classificados como ações de Responsabilidade Social Empresarial dos jornais?
Sim. Este tipo de projeto é uma das ações que as empresas jornalísticas podem realizar em termos de investimento social privado, contribuindo para o desenvolvimento sustentável das comunidades onde estão presentes.
Na análise de valor do PJE como ação de Responsabilidade Social, destaca-se o fato de seu foco estar na leitura e formação da cidadania, temas alinhados ao quadrante Educação das Oito Metas do Milênio, com influência direta na redução das desigualdades sociais e melhoria dos níveis educacionais para as gerações presentes e futuras.
4. Qual o modelo de Programa Jornal e Educação defendido pela ANJ?
A ANJ acredita que um bom, eficiente e eficaz Programa de Jornal e Educação é aquele desenvolvido de forma a permitir que as empresas jornalísticas possam participar efetivamente do processo de redesenho social brasileiro por meio da promoção da leitura e da escrita, fomento à educação e à cidadania ativa. Tudo isso em perfeita sintonia com o seu negócio, dando visibilidade ao produto jornal e sendo beneficiadas por estratégias potencialmente capazes de gerar aumento de circulação, sustentabilidade e valorização do meio.
5. Qual deve ser a missão dos programas de Jornal Educação desenvolvidos pelas empresas associadas?
Apresentar o jornal como um recurso educacional e pedagógico mediador de fomento à leitura, que auxilia no aprimoramento da expressão oral e escrita, amplia e dá significado aos conteúdos escolares, estimula o pensar integral, desenvolve a reflexão crítica, possibilita uma melhor compreensão da realidade e estimula a atuação efetiva de educadores e educandos no contexto social.
6. Quais os ganhos que as empresas associadas podem auferir ao desenvolverem programas de Jornal e Educação?
a) Ganhos sociais
• Capitalizar a convergência mídia/educação (Estratégia de oportunidade)
• Promover o uso correto e eficiente do conteúdo do jornal no processo ensino-aprendizagem (Relevância do meio)
• Fomentar o acesso à informação como um direito cidadão (Democratização)
• Participar do processo de melhoraria educacional e social (Potencializar competências)
• Aperfeiçoar as práticas de leitura e escrita no ambiente escolar (Compromisso com a educação)
• Apoiar o desenvolvimento das comunidades onde atua (Fazer diferença social)
b) Ganhos empresariais
• Familiarizar novos públicos (Prospecção)
• Formar novos leitores (Mercado Futuro)
• Sobrevivência do negócio (Sustentabilidade)
• Aumento da demanda (Circulação)
• Satisfação e Reputação (Fidelização)
• Valorização da marca (Ativo Intangível)
• Incremento no conceito de serviço (Marketing Social)
• Diferenciação competitiva (Visibilidade)
• Consistência de informações (Balanço Social)
• Relacionamento e Alianças (Cadeia de Valor)
7. Quais os princípios que os programas desenvolvidos pelos jornais associados deveriam seguir para estarem alinhados à visão geral do PJE-ANJ?
a) Propiciar a construção e o desenvolvimento de uma ação concreta que leve ao cumprimento da missão da ANJ e dos seus associados, no que diz respeito à defesa da liberdade de expressão, do pensamento e da propaganda; ao funcionamento sem restrições da imprensa - observados os princípios de responsabilidade; e à luta pela defesa dos direitos humanos, dos valores da democracia representativa e da livre iniciativa.
b) Contribuir para que os brasileiros atinjam um domínio mais pleno de leitura, escrita e interpretação;
c) Contribuir para a democratização da informação trabalhando seu acesso e pluralidade como direito cidadão fundamental à construção do conhecimento, tomada de decisão, autonomia e exercício pleno da cidadania;
d) Associar a leitura de jornais a uma dimensão mais ampla de leitura, a fim de estimular o prazer de ler e a construção de conhecimento;
e) Fomentar o acesso ao veículo jornal, difundindo junto aos públicos atingidos, as diversas linguagens deste meio de comunicação, sua estrutura, natureza e lógica jornalísticas, bem como sua importância no conjunto das forças e mediadores sociais.
f) Contribuir para a dinamização do currículo escolar como um todo, apresentando o jornal seus conteúdos, linguagens e gêneros textuais como um suporte ao desenvolvimento de processos inovadores, criativos, atraentes e atuais de ensino-aprendizagem.
8. Quais as vantagens que as empresas associadas têm em seguir os princípios preconizados pelo PJE-ANJ?
a) Trabalhar dentro de um modelo nacional de projeto;
b) Alinhar-se às metas do Todos pela Educação e Metas do Milênio;
c) Habilitar-se para obter vantagens decorrentes de acordos nacionais liderados pela ANJ;
d) Habilitar-se para usar o “selo” nacional do Programa de Jornal e Educação e Unesco;
e) Boa vontade e interesse por parte de secretarias de educação, escolas e entidades tais como Undime e Consed;
f) Obter reconhecimento e respeitabilidade social e educacional;
9. A ANJ colabora com os jornais que já desenvolvem ou estão interessados em desenvolver programas de jornal e Educação?
Sim. A ANJ, por meio da coordenação geral do PJE, se propõe a oferecer orientação e apoio institucional, alinhados as premissas do modelo nacional, procurando garantir unidade quanto aos princípios e conceitos que o regem.
Esse apoio ocorre basicamente por meio eletrônico e encontros nacionais. Além disso, em havendo interesses específicos, um membro do comitê gestor do programa pode se deslocar até a cidade onde a empresa está instalada, devendo o jornal interessado arcar com as despesas de deslocamento e hospedagem.
10. A ANJ oferece treinamento voltado à capacitação de coordenadores dos programas de Jornal e Educação das empresas associadas?
Sim. Em 2006, o PJE-ANJ promoveu o primeiro curso em julho de 2006 “Jornal e Educação: princípios básicos”.
Em 2007, foi desenvolvido um ciclo de workshops nas cinco regiões do País sobre os temas: Gestão de Projetos Sociais, Captação de Recursos, Avaliação de Projetos Sociais e Mídia-Educação.
Para 2008, o planejamento nacional prevê um calendário de atividades definidas pelos coordenadores e programas regionais. Além disso, está sendo negociado com instituição de Ensino Superior com reconhecido trabalho na metodologia EAD (Educação à Distância) desenvolvimento de um curso de formação que vai trabalhar dez temas de interesse direto dos coordenadores. Cada tema terá um módulo de 40 horas e dará direito a certificado de Extensão. A participação nos dez módulos somará 400 horas e dará ao participante um Diploma de Pós Graduação em Gestão de Projetos Sociais.
Os materiais dos cursos e oficinas já realizados podem ser resgatados pelos coordenadores de programas no link acesso restrito deste site.
11. O que a ANJ espera dos programas de Jornal e Educação desenvolvidos pelas empresas associadas?
a) Que possibilitem o acesso ao meio jornal como uma das dimensões do estímulo ao prazer de ler, em sua ampla interpretação e vínculos com a realidade social, e a conseqüente criação de alternativas para expressão de atitudes cidadãs, por parte dos leitores, diante das informações publicadas;
b) Que adotem parâmetros, metas e objetivos alinhados ao conceito e às premissas definidos pela ANJ, explicitando as bases que o sustentam, de modo a permitir que a entidade possa analisar sua proposta e – respeitando as particularidades e diversidades das realidades locais – possa, então, assegurar sua chancela, apoio e publicidade ao projeto;
c) Que adotem métricas e sistemas de avaliação capazes de gerar indicadores alinhados aos nacionais;
d) Que a equipe encarregada da sua estruturação, desenvolvimento e avaliação conte com a presença de um profissional de educação;
e) Que promovam as aproximações empresa-escola, empresa-comunidade, empresa-academia;
f) Que adotem o modelo de gestão em rede, beneficiando-se dos potenciais, recursos, expertises e serviços disponíveis nas comunidades onde se desenvolvem, a fim de diversificar e melhorar seus resultados;
g) Que promovam a distribuição gratuita (no dia ou posteriormente em forma de encalhe) de pelo menos de 70% das edições mensais, exemplares inteiros, por um período nunca inferior a um semestre, seguindo os seguintes critérios:
• No caso de distribuição de exemplares do dia – oferecer um exemplar diário para cada grupo de dez (dez) leitores atendidos, mais um exemplar para os mediadores de leitura;
• No caso de distribuição de encalhe, mesmo com a distribuição sendo feita posteriormente em lotes, à quantidade deve ser a mesma, acrescida de mais um exemplar para os mediadores de leitura;
d) Que, em não havendo condições de manter a distribuição permanente para todas as escolas ou instituições atendidas, desenvolvam ações que ajudem a garantir a continuidade no recebimento dos jornais, após o período inicial de participação no programa;
e) Que ofereçam, sempre que possível, orientação técnica e pedagógica aos públicos envolvidos (estudantes, secretarias de educação, professores, coordenadores pedagógicos, universidades e outros), garantindo, assim, a fundamentação teórica e prática necessária ao bom desenvolvimento do programa;
f) Que forneçam, sempre que possível, material de aporte teórico aos mediadores de leitura e estudantes envolvidos no programa, garantindo, com isso, fundamentação aos cursos, palestras, oficinas, encontros e seminários oferecidos;
g) Que participem de avaliação nacional qualitativa e quantitativa promovida pelo PJE- ANJ, cuja proposta é mensurar processos e resultados mínimos, gerando indicadores capazes de apontar para a continuidade ou redirecionamento das propostas e ações desenvolvidas;
h) Que o modelo adotado integre todas as iniciativas da empresa afinadas com a questão educacional, dentro de uma política única de responsabilidade social e qualificação da marca do veículo: suplemento infantil, clube do leitor, programa de visitas, etc..
i) Que o modelo adotado mantenha-se, preferencialmente, independente de qualquer instância de governo, a fim de garantir solução de continuidade nas mudanças eleitorais, fidelidade à fundamentação pedagógica, não ingerência política e, acima de tudo, a independência editorial do veículo.
12) Por que a ANJ considera importante a presença de um profissional ligado à educação na equipe dos projetos de Jornal e Educação?
Para garantir a necessária fundamentação teórica e prática e, a partir disso, garantir a necessária credibilidade junto aos públicos atendidos (escolas) e parceiros institucionais (secretarias de educação, universidades, etc.).
A presença de um profissional ligado à educação também confere sustentação à orientação pedagógica considerada indispensável à formação de novos leitores. Se os estudantes apenas recebem jornais, mas seus professores não são orientados, corre-se o risco de o jornal não ser bem utilizado e o projeto pode ter seus objetivos comprometidos.
É necessário fazer com que o jornal seja lido, conhecido, debatido e analisado em todos os seus conteúdos, aproximando os conteúdos escolares da realidade dos leitores.
Tal proposta deve ser construída com a orientação de um profissional de educação capaz de entender e traduzir, em metodologia convergente com as práticas escolares, a presença do jornal no ambiente escolar.
13) Que outras sugestões a ANJ tem para o desenvolvimento dos projetos?
a) Que atendam livremente a qualquer tipo de instituições e ou espaço educativo que queiram se beneficiar do programa de leitura desenvolvido pelos jornais associados, desde que expressem interesse e participem por iniciativa própria. De modo idêntico, que os projetos possam atender qualquer tipo de público, independentemente do seu nível de habilidade de leitura.
b) Que promovam visitas dos públicos atendidos à empresa jornalística, como forma de ampliar o conhecimento de cada qual sobre a sua estrutura e funcionamento, o pessoal envolvido e o cotidiano de produção do veículo noticioso;
c) Que incentivem e promovam atividades de enriquecimento cultural complementares;
d) Que estimulem o registro e a memória dos Programas de jornal e Educação nas escolas: filmagens, fotografias, ilustrações, certificados, dados e informações que documentem reuniões, encontros, apresentações, pesquisas estudos, a fim de garantir seu acompanhamento e o histórico.
14) A ANJ tem algum tipo de exigência ou restrição quanto à forma como cada empresa administra seus programas de Jornal e Educação?
Não. Cada Jornal deve escolher a maneira que melhor lhe convier. À empresa jornalística cabe administrar o Programa a partir da livre definição de um modelo de gestão para o mesmo – a ser levado a efeito no âmbito da própria empresa, terceirizado, misto ou outro –, desde que o formato administrativo não fira o conceito geral, possa descumprir os objetivos estabelecidos ou não atenda às exigências operacionais mínimas, fazendo-o:
a) de modo integrado em relação aos diversos setores da empresa jornalística como um todo;
b) buscando ou não empresas parceiras e/ou financiadoras da iniciativa; e sem que façam imposições que sejam contrárias ao conceito aqui exposto;
c) e contando, sempre que possível, com pelo menos um profissional da educação para compor a equipe que o desenvolve, ao lado de jornalista(s), de modo a garantir a dimensão pedagógica do Programa e a coordenação e execução da capacitação dos mediadores de leitura.
15) Em quais áreas a empresa jornalística deve alocar o seu Programa de Jornal e Educação?
Segundo pesquisa realizada pela ANJ em 2006, dos 42 Programas que prestaram tal informação, 42% deles estão sob a responsabilidade do órgão máximo do Jornal (direção). Os demais se dividem em:
• 14,0 % Circulação;
• 14,0%, Marketing;
• 10,0% Redação;
• 05,0% Fundações e/ou Institutos mantidos pelo Jornal;
16) A ANJ tem alguma orientação especial quanto a isso?
O Comitê de Responsabilidade Social na ANJ e o Programa de Jornal e Educação não indicam o setor ao qual o programa de Jornal e Educação deva se subordinar. Tal decisão deve ser tomada pelas empresas considerando o princípio de que o programa deve representar e ser percebido como um esforço que o Jornal fez para desenvolver ações de Responsabilidade Social. Isso é o mais importante.

