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Jornal colabora na leitura opinativa

O trabalho com gêneros textuais, como notícia, reportagem, artigos de opinião, crônicas, entre outros, é uma oportunidade de lidar com a língua em seus mais diversos usos no dia-a-dia.

Ler, falar e escrever o que pensa são estratégias utilizadas pelos educadores em suas aulas. Para o estudante adquirir essa habilidade opinativa é importante disponibilizar leitura, em especial a do jornal, por oferecer um leque de informações com temas variados. Os gêneros textuais são práticas que acontecem nas escolas municipais Padre Anchieta, no distrito de Vila Formosa, e Prefeito Álvaro Brandão, no bairro João Paulo II (Dourados/MS).

O trabalho com gêneros textuais, como a noticia, reportagem, artigos de opinião, crônicas, entre outros, é uma oportunidade de lidar com a língua em seus mais diversos usos no dia-a-dia. “Nada do que fizermos lingüisticamente está fora de ser um gênero. E para trabalhar os gêneros textuais não há, na minha opinião, subsídio melhor que o jornal”, avalia a professora Edineuza de Paula Fonseca, do 9º ano, escola Padre Anchieta.

A formação do pensamento opinativo requer uma série de ações: deixar o estudante escolher o que quer ler pode ser o primeiro passo. Depois, pedir para falar o que entendeu, é o segundo... Mais adiante, discutir no coletivo da sala e escrever o pensamento dele e assim sucessivamente.

“Após as leituras realizadas, sistematizamos o conteúdo das notícias com os alunos analisando a intenção de cada texto, se é divertir, lúdico, informal, referencial, conativo. Questiono, também, sobre os recursos lingüísticos que o autor usou, por exemplo, uma notícia policial não será rica em adjetivos”, explica a professora Edineuza de Paula.

Ler e opinar

A leitura do jornal faz parte do processo de alfabetização da turma do 2º C, da professora Aparecida Cristiane da Silva Nunes, da escola municipal Prefeito Álvaro Brandão, no bairro João Paulo II. O diálogo informal é a maneira que a professora usa para estimular o interesse e a participação dos pequeninos na leitura e em debates nas aulas de história, geografia e língua portuguesa.

Com o jornal em mãos as crianças escolhem e comentam uma notícia que movimentou a cidade de Dourados. “Aqueles que ainda não sabem ler destacam palavras, interpretam as fotos e ficam prestando atenção na leitura e opiniões dos colegas. Todos participam, mesmo aqueles que ainda não dominam a leitura”, avalia a professora. A leitura livre do jornal está trazendo resultados positivos na alfabetização. “O jornal na sala de aula está ajudando no desenvolvimento da oralidade das crianças e também auxiliando na interpretação sobre a realidade dos problemas sociais. As opiniões começam a ser formadas desde cedo”, avalia a professora Aparecida Cristiane da Silva Nunes.

FOnte: Jornal O Progesso (MS)/ Texto de Fàtima Frota - coordenadora do Programa Jornal e Educação “O PROGRESSO – Ensinando a Ler o Mundo” 27/08/2010