Jornal O POVO certifica professores
O POVO na Educação, de Fortaleza, começa as atividades de 2008 diplomando educadores que participaram do programa em 2006 e 2007
Desde março a equipe do Programa O POVO na Educação tem percorrido as cidades de Beberibe, Aquiraz, Maranguape, Guaiúba e São Gonçalo do Amarante certificando educadores e educadoras que acreditam na força do jornal em sala de aula e participaram do programa em 2006 e 2007.
“As certificações estão sendo uma celebração, uma homenagem aos educadores, alunos, enfim, todos da educação que se superaram e tornaram a proposta pedagógica do Programa O POVO na Educação mais viva e atuante. A cada certificação, somos surpreendidos com trabalhos, teatros, poesias, canções, manifestos; um universo fascinante que podemos construir com a dedicação e a paixão de nossos professores. Nós que fazemos O POVO, nos sentimos emocionados com a excelência dos trabalhos das escolas participantes, com certeza, um exemplo para a educação do Ceará”, diz Sérgio Falcão, coordenador geral do programa O POVO na Educação.
Para Maria Cláudia Soares Gomes, professora da Escola Municipal Adelino Alcântara Filho, no município de São Gonçalo do Amarante, os encontros são maravilhosos porque renovam o aprendizado dos professores e ajudam a inovar as práticas em sala de aula. Segundo ela, muitos de seus alunos, entraram em contato com o veículo jornal pela primeira vez através do O POVO na Educação.
Antônio Carlos Sales, coordenador da Escola Manuel Baltazar de Freitas, no município de Guaiúba, ressalta que o programa foi muito importante para o desenvolvimento da leitura e da cognição dos estudantes, uma vez que buscou trabalhar, de forma interdisciplinar, diversos conteúdos que se relacionaram com os assuntos abordados em sala de aula nas diversas áreas do conhecimento. “Além disso, incentivou e estimulou os alunos a analisarem o jornal de uma forma bastante diferenciada e que contribuiu para que realizassem uma nova leitura de sua realidade”, destacou o educador.
Estudantes elogiam atividades
O POVO já desenvolve, há oito anos, a experiência de levar a leitura crítica de jornais para a sala de aula, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O projeto chega a cerca de mil professores, através dos multiplicadores que desenvolvem atividades pedagógicas com cerca de 100 mil alunos. Entre eles, Alessandro da Silva, 14 anos, estudante do 8º ano da Escola Municipal Gemano José, em Beberibe. Antes de aprender a manusear o jornal, ele não sabia ler fluentemente. “Eu não sabia ler bem. Depois do trabalho com o jornal, melhorei a leitura. O jornal é muito importante, porque além de aprender a ler, a gente sabe mais sobre o mundo. O jornal ensina a gente a se preparar para o mundo”.
Francisco Daniel Rodrigues Façanha, aluno do 6º ano da Escola Municipal José Fernandes Vieira, em Maranguape, concorda. “Trabalhar com o jornal é uma experiência muito boa. Abre as portas para eu conhecer as coisas que acontecem longe de mim”.
Já a Naiara Silvestre, aluna do 8º ano da Escola Tia Alzira, em Aquiraz, gostou mesmo de “meter a mão no jornal”. “Eu gostei muito da oportunidade que tivemos de fazer o fanzine, porque é muito interessante, diferente do que fazemos nos livros”.
(*) Matéria publicada na íntegra no Jornal O POVO, dia 11 de março de 2008