Programa Jornal e Educação
Matéria sobre o Programa Jornal e Educação publicado no Jornal ANJ.
QUEM LÊ JORNAL
O mais antigo programa brasileiro de uso de jornais em sala de aula, “Quem lê jornal sabe mais”, completou 25 anos em 2007. Inicialmente desenvolvido pelo jornal O Globo, engloba, hoje, outro veículo da Infoglobo, o Extra, do Rio de Janeiro. Ao longo destes anos, o programa atingiu 96.389 alunos, 8.631 professores, 814 escolas das redes pública e privada, com a distribuição de 23.360 assinaturas. Atualmente, atende a cinco mil jovens dos ensinos médio e fundamental, sendo 20 escolas, trabalhando com O Globo e 10 escolas, com o Extra.
Ao incentivar o hábito de leitura e a aquisição de conhecimentos, O “Quem lê jornal sabe mais” pretende desenvolver jovens mais conscientes do seu papel na sociedade; estimulá-los a exercitar da cidadania, além de aproximá-los de outras formas de leitura. O programa não restringe seu trabalho com os jornais em sala de aula. Promove a realização de atividades culturais, de palestras e debates com professores e alunos, além de visitas à sede da Infoglobo. A formação continuada dos professores, por meio de reuniões pedagógicas, oficinas e encontros periódicos, é parte fundamental do projeto.
“Repórter do futuro” é outra atividade que desperta bastante interesse dos estudantes, já que os estimula a elaborar matérias de temas ligados aos seus próprios interesses. Com a supervisão de um jornalista, os alunos reúnem-se na sede de O Globo, fora do horário das aulas, e trabalham na produção de reportagens. “O jovem repórter também fica responsável por colher informações sobre o desenvolvimento do programa em sua escola, para envio à equipe pedagógica e posterior abastecimento do site do programa”, afirmam os coordenadores.
O grande evento em comemoração aos 25 anos, ocorreu no dia 06 de julho, quando cerca de 1.300 jovens e crianças tiveram a oportunidade de assistir a uma apresentação exclusiva da Philadephia Youth Orchestra, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Na ocasião tiveram uma aula sobre o mundo da música clássica com o ator, compositor e dramaturgo Tim Rescala.
WORKSHOP
A regionalização das atividades do Programa Jornal e Educação (PJE), proposta pelos novos gestores do Programa, começou a ser colocada em prática nos dias 5 e 6 de julho, com a realização da “1ª Oficina de Jornal e Educação – Regional Nordeste”, em Fortaleza. Representantes de jornais que possuem ações de estímulo do uso de jornais em sala de aula e daqueles que pretendem implantar iniciativas semelhantes conheceram a nova proposta de atuação do Programa da ANJ e participaram de palestras sobre temas que já refletem os novos conceitos e premissas adotados pelo PJE.
Uma das principais novidades apresentadas foi a de que a ANJ se engajou ao movimento Todos Pela Educação e buscará incentivar os Programas de Jornal e Educação de seus associados a desenvolver atividades com foco em duas das cinco metas propostas pelo movimento. São elas: Meta 2 - Até 2022, toda criança de 8 anos saberá ler e escrever, e Meta 3 - Até 2022, todo aluno aprenderá o que é apropriado para sua série. A proposta de atuação do Todos Pela Educação foi detalhada por seu diretor executivo, Mozart Neves Ramos.
Clarice Guterres López de Alda, diretora executiva do IRPC, da Gazeta do Povo, de Curitiba (PR), também diretora do Comitê de Responsabilidade Social da ANJ, ao qual pertence o Programa de Jornal e Educação, baseou sua fala no tema gestão. Foi clara ao enfatizar que os programas de Jornal e Educação devem apresentar resultados, pois nenhum projeto sustenta-se sem retorno. Resultados podem ser medidos pelo aspecto financeiro, reforço da imagem e da marca do jornal e também impacto e relevância do projeto para todos os públicos envolvidos: jornais, alunos, professores e a comunidade.
Walter Garrido, coordenador na Região Nordeste do PJE e também coordenador geral do Programa “A Tarde Educação”, de A Tarde, Salvador (BA), mostrou a importância de os programas captarem recursos para suas atividades. “Os projetos de Jornal e Educação não devem ter caráter assistencialista”, disse. E mostrou aos presentes um “passo-a-passo” de como desenvolver o planejamento, o projeto e a negociação para a que recursos sejam captados.
Promover a avaliação constante dos projetos é crucial para Neusa Oliveira, coordenadora na Região Sul do PJE e coordenadora do Programa “ANN na Escola”, de A Notícia, de Joinville (SC). Os resultados das avaliações é que possibilitam a correção de rumos, a manutenção de ações e também apresentação de resultados aos parceiros, sejam internos ou externos.
“Mídia e educação” foi o tema de Alessandra Wassouf, coordenadora Nacional do Programa de Jornal e Educação da ANJ e coordenadora do Programa “Leitor do Futuro”, do Correio Braziliense. Nesta palestra, foram levantados argumentos para que a escola passe a utilizar o recurso midiático, e claro, o jornal, como instrumento de formação, formação, análise e interpretação.
Próximas oficinas serão realizadas até outubro, com a participação das regiões Norte, Centro-Oeste, Sul e Sudeste.
A GAZETA NA SALA DE AULA
A constante formação dos professores que de seu programa de incentivo ao hábito de leitura é também um dos objetivos do programa “A Gazeta na Sala de Aula”. Foi para um público de 600 educadores que A Gazeta, de Vitória (ES), promoveu, no dia 28 de junho, no auditório da Rede Gazeta, um seminário, com palestras e dinâmicas.
Cristina Barbiero Moraes, coordenadora do programa, informou que o tema do evento, em 2007, foi a cidadania com foco na inclusão social, tanto dos alunos com necessidades especiais quanto das crianças superdotadas. O seminário foi uma oportunidade para que os professores relatassem as suas experiências com o uso do jornal como instrumento didático-pedagógico.
O resgate da afetividade na sala de aula foi tratado pelo professor Nourival Júnior, para o qual a chave do sucesso para o aprendizado está na relação de afetividade entre aluno e professor. Ademar Miller Júnior, educador, tratou dos desafios em busca da inclusão. O violonista João Marcelo tocou para os participantes e falou sobre a inclusão do deficiente visual, relatando a sua própria estória. O tema de Cleomara Schwartz foi a formação do leitor crítico e a professora Wilma Almeida falou sobre as práticas em sala de aula com alunos superdotados.
“A Gazeta na Sala de Aula” é desenvolvido há 12 anos e, atualmente, trabalha com 742 professores, 462 de escolas públicas municipais e privadas, atingindo 43.023 alunos. Dentre os objetivos do programa estão “desenvolver o senso crítico dos alunos; ensinar de forma diferente, levando para a sala de aula o que acontece no bairro, na cidade e no mundo e despertar desde cedo o interesse pela informação, usando a notícia como fonte de pesquisa e estudo”.
A coordenação do programa comunica-se com as escolas e divulga os trabalhos desenvolvidos pelos professores por meio do jornal Informe, tablóide, com oito páginas, em policromia e tiragem de 1.500 exemplares. São 10 edições anuais, produzidos por duas pedagogas e três jornalistas, que seguem para as escolas com 20 exemplares de A Gazeta.