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Judith Brito encerra o mais consistente Congresso da ANJ

O 7º Congresso Brasileiro de Jornais foi o mais consistente de tantos eventos que já realizamos, afirmou a nova presidente da Associação Nacional de Jornais, Judith Brito, ao encerrar os dois dias de trabalho realizados em São Paulo nestas segunda e terça-feiras. Executiva da Folha de S. Paulo, Judith Brito é a primeira mulher a presidir uma entidade empresarial da área de comunicação. A seguir a íntegra de seu pronunciamento.

Boa tarde,
 
Gostaria de agradecer a todos a presença neste nosso 7º Congresso Brasileiro de Jornais. Foram dois dias de intenso trabalho, com uma presença recorde na história dos nossos CBJs, e, tenho certeza, dias muito produtivos para todos nós. Tivemos oportunidade de debater as questões mais relevantes da indústria jornalística brasileira, de fazermos uma rica troca de experiências e de avançarmos nas reflexões tão necessárias para o nosso negócio e para o jornalismo brasileiro.
Este nosso evento não foi apenas o que teve o maior número de participantes, mas também o mais consistente de tantos que já realizamos. Tudo o que importa para as empresas jornalísticas brasileiras foi exposto e debatido aqui. Do jornalismo online à liberdade de imprensa. Das inovações tecnológicas às melhores práticas de gestão. Das políticas de responsabilidade social à convergência de mídias.
Daqui a dois anos estaremos novamente realizando mais um Congresso Brasileiro de Jornais e atualizando nossos temas. Desde já convido a todos para estarem presentes, provavelmente neste mesmo local. Mas é contínua a necessidade de os jornais brasileiros estarem unidos, discutindo sua realidade e pensando seu futuro. O fórum dessa união é a Associação Nacional de Jornais, que presidirei nesses próximos dois anos. Na ANJ estamos como que em assembléia permanente, sempre realizando encontros, seminários e todo o tipo de ação que vise à melhoria de nossas empresas e do nosso setor.
O tema geral deste Congresso que agora se encerra foi o futuro dos jornais. Todos sabemos que são enormes os desafios que temos pela frente, sobretudo no que se refere a fazer do jornalismo na internet e em outras novas mídias uma operação sustentável. Ao mesmo tempo, temos que  conquistar e fidelizar leitores para o jornalismo impresso. À frente da ANJ, com a difícil missão de dar prosseguimento ao brilhante trabalho de Nelson Sirotsky, meu papel será o de levar a Associação a uma discussão permanente sobre nosso futuro, com propostas e ações concretas para que continuemos avançando.
Não podia deixar de agradecer  as empresas parceiras e patrocinadoras da ANJ, que viabilizaram esse evento. Agradeço também a todos da equipe da ANJ, na pessoa do seu diretor executivo, Antonio Athayde, que fizeram um esplêndido trabalho para que o 7º CBJ fosse este sucesso que testemunhamos.
Por fim, deixo uma palavra de confiança no futuro da nossa indústria. Informação de qualidade e de credibilidade é o nosso negócio e nosso grande patrimônio. Nas sociedades modernas e democráticas a informação é, cada vez mais, um imperativo dos cidadãos. Por isso, empresas jornalísticas - livres e prósperas -  são fundamentais para a cidadania. Esta é a nossa missão e a grande razão da ANJ e deste 7º Congresso Brasileiro que tenho a honra de encerrar.
 
Muito obrigada