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Número de jornalistas presos é o maior em 15 anos, diz CPJ

A quantidade de jornalistas presos em todo o mundo é a maior dos últimos 15 anos, segundo relatório anual do Comitê de Proteção a Jornalistas (CPJ). Até 1º de dezembro deste ano, 179 escritores, editores e fotojornalistas foram detidos.

Número de jornalistas presos é o maior em 15 anos, diz CPJ
O salto estatístico das prisões de jornalistas está atribuído aos regimes militares no Oriente Médio e Norte da África, principalmente no Irã, que lidera a lista com 42 jornalistas presos. Muitos jornalistas iranianos são libertados mediante fornecimento de informações, por meio de ameaças e torturas ou prometendo sigilo, observa o relatório.

No Irã e em outros lugares, as acusações mais comuns contra os jornalistas são subversão, traição, ou ação contra os interesses nacionais, diz o CPJ. Além disso, cerca de 65 jornalistas estão detidos sem acusação, muitos deles em prisões secretas das quais os membros da família e advogados não podem ter acesso.

Na Eritreia, o segundo pior colocado no relatório, nenhum dos 28 profissionais presos foram acusados. A situação é considerada temerosa, especialmente para Dawit Isaak, que passou mais de uma década em uma prisão secreta e, até o momento, não se sabe se permanece vivo, já que não há informações sobre seu paradeiro.

De acordo com relatório realizado pela Human Rights Watch, 11 ex-funcionários do governo da Eritreia que escreveram cartas criticando o governo, assim como os dez jornalistas que as publicaram, passaram a última década presos, sem o contato com família e advogados. Como Isaak, eles nunca foram ouvidos em audiências judiciais. De fato, milhares foram presos por não apoiar plenamente o regime, informa a Human Rights Watch.

O número de jornalistas presos também cresceu fora dos regimes autoritários. A Turquia, por exemplo, detém oito jornalistas na prisão, como editores e escritores curdos que exigem o fim da violação dos direitos humanos naquela região.

Enquanto é possível observar um aumento assustador no mundo árabe, assim como em alguns países do Leste Asiático e Africano, a investigação do CPJ encontrou justamente o oposto do outro lado do mundo. Pela primeira vez desde o começo de seu levantamento anual, em 1990, nenhum jornalista foi preso pelo seu trabalho nas Américas.

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