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Comitê de Proteção de Jornalistas divulga relatórios sobre 2009

Documento destaca o número de recorde de jornalístas mortos em serviço no ano passado.

O Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ) divulgou, na última terça-feira (16/02), o seu relatório sobre os ataques a jornalistas no ano de 2009. O número de profissionais mortos em função de sua atividade bateu recorde histórico de 71 vítimas. Mais de dois terços delas faziam matérias sobre política.

Joel Simon, diretor executivo do comitê, comentou que no passado, quando a pressão internacional era muito forte, e havia alguma denúncia os governos procuravam apurar melhor a situação. Hoje essa pressão não é tão forte, segundo ele. “ Foi-se o tempo em que um simples editorial em uma publicação de peso, como o The New York Times podia mobilizar a opinião pública", disse ele.

Em relação ao Brasil, o relatório destacou o fim da Lei de Imprensa, afirmando que foi uma vitória na conquista da liberdade de expressão. O documento também repudia o caso de censura ao grupo Estado de S.Paulo, considerando-o “alarmante”. O País está na 13º posição do Ranking de Impunidade do CPJ, o que reflete a falha do Governo em apurar os casos devidamente.

Mais informações sobre o relatório no endereço: http://www.cpj.org/attacks/

BSB 18/02/10