ANJ cobra apuração de caso de tortura de jornalistas
A Associação Nacional de Jornais divulgou hoje nota à imprensa pedindo providências imediatas das autoridades no caso da equipe do jornal O Dia que foi torturada na produção de uma reportagem na favela do Batan, no Rio de Janeiro. Leia a nota na Íntegra
NOTA À IMPRENSA
A Associação Nacional de Jornais aguarda que as autoridades do Rio de Janeiro identifiquem com a máxima rapidez os integrantes da milícia que torturaram profissionais do jornal “O Dia”, em função de reportagem que realizavam na favela do Batan, no bairro do Realengo.
O bárbaro crime chocou a sociedade brasileira e exige uma solução imediata. Além de ter ocorrido uma execrável violência contra a integridade física dos profissionais do jornal, houve um violento atentado à liberdade de informação e ao livre exercício da profissão. O caso expõe o preocupante estado da segurança pública no Rio de Janeiro, sobretudo levando-se em conta que os torturadores integram grupo, segundo denúncia do jornal, formado por policiais.
As autoridades estão obrigadas agora a uma ação exemplar, que resulte na imediata identificação e prisão dos criminosos. A sociedade brasileira assiste, perplexa e angustiada, a degradação da segurança pública no Rio de Janeiro, com traficantes de drogas e milicianos dominando grandes áreas da cidade.
A ANJ se solidariza com os profissionais de “O Dia” vítimas do chocante crime e espera seu pronto restabelecimento. Não apenas eles, mas toda a sociedade foi atingida por esse atentado à dignidade da pessoa humana e à liberdade de informação. Apesar da violência sofrida, os jornais e jornalistas brasileiros prosseguirão na sua missão de informar os cidadãos.
Brasília, 1º de junho de 2008
Antonio Athayde
Diretor Executivo da Associação Nacional de Jornais