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Condenado suspeito por incêndio no Diário de Marília

Anderson Ricardo Lopes teria, acompanhado de 3 homens já condenados, rendido o segurança e ateado fogo ao prédio do Central Marília de Comunicação, destruindo a redação do Diário de Marília e duas rádios em 2005

Foi condenado a mais de 13 anos de prisão no dia 15 o quarto envolvido no incêndio do prédio do jornal Diário de Marília e das duas estações de rádio do grupo Central Marília Notícias (CMN), Anderson Ricardo Lopes. A defesa do CMN e a Promotoria Pública anunciaram que recorrerão para incluir seis meses em sua sentença pelo roubo do vigia do prédio, além da invasão e do incêndio criminoso, como os outros três condenados.
A Redação do Jornal Diário de Marília e as estações de rádio do CMN foram incendiadas na madrugada de 08 de setembro de 2005 por um grupo de homens que agrediu e manteve refém o único vigia do prédio. O presidente da ANJ, Nelson Sirotsky, condenou o ataque por meio de nota, na época. “Revolta e preocupa que empresas de comunicação sejam atingidas pela violência e intolerância. Esse tipo de atentado se reveste de conotações terroristas que nos remetem aos piores momentos da nossa história, que todos acreditávamos superados", informou a nota.
O editor assistente do Diário de Marília, Rogério Martinez, disse que o atentado foi resultado da “linha editorial crítica do jornal”. O filho do ex-prefeito de Marília, Rafael Camarinha, foi baleado na cabeça alguns meses após ser delatado como mandante do crime por Anderson. O ex-prefeito de Marília, José Abelardo Camarinha, atribuiu a responsabilidade da morte de seu filho ao delegado seccional de polícia de Marília, ao editor do jornal José Ursílio Souza, e ao dono do CMN, Carlos Francisco Cardoso.
16/04/08