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Custos competitivos e acompanhar o mercado definirão futuro dos jornais

Jornais impressos podem vencer o desafio das novas tecnologias, sustentam Fernando Portela, Geraldo Corrêa e Mário Gusmão em painel sobre Gestão de Mudanças na Empresa Jornalística no 7º CBJ

A produção de conteúdos a custos competitivos é o principal desafio e um fator crítico de sucesso com que se defrontam as empresas jornalísticas, segundo Fernando Portela, Vice-Presidente Executivo da Organização Jaime Câmara. Portela foi o primeiro painelista do debate sobre Gestão de Mudanças na Empresa Jornalística, uma das atividades do Congresso Brasileiro de Jornais, iniciado hoje, em São Paulo. Ele expôs o caso da Agenda 2010, como é chamado o processo de reestruturação do maior grupo de mídia da região Centro-Oeste, sustentando que as direções das empresas jornalísticas devem ter senso de urgência frente ao atual cenário de transição do mundo analógico para o digital. Mas advertiu que para alcançar os custos competitivos, além dos cortes é preciso explorar as novas possibilidades.
Na visão do grupo gaúcho RBS, do presidente da ANJ Nelson Sirotsky, os jornais impressos estarão vivos em 2020, mas a questão não é se as crianças de hoje lerão jornais ou não quando adultas, mas como fazer para continuar a ser os provedores de conteúdos para o público de hoje e do futuro. Esse foi o tema abordado por Geraldo Corrêa, Vice-Presidente de Rádios e Jornais do Grupo RBS, que está investindo R$ 70 milhões num novo parque gráfico. “O foco prioritário deve estar na percepção de valor do mercado, por leitores e anunciantes” disse Corrêa.
Mário Gusmão, um dos fundadores da ANJ e presidente do Conselho de Administração do Grupo Sinos, que edita jornais diários locais, também no Rio Grande do Sul, foi o terceiro expositor sobre a Gestão de Mudanças. Depois de lembrar que sua empresa tem uma tradição de 50 anos de pioneirismo no Brasil em vários aspectos da produção jornalística, ele comentou o que considera indispensável para que as empresas jornalísticas superem os desafios representados pelas novas tecnologias: “O fundamental é ter fé na empresa”, enfatizou. Ele citou ainda como fator crítico e um dos pontos fortes do Grupo Sinos a vinculação com os interesses da comunidade. 
18/08/2008