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Família de premiado da WAN é barrada na China

A Família de Li Changqing, que iria receber o Golden Pen of Freedom da WAN em seu nome, foi barrada por autoridades no aeroporto e impedida de ir ao Congresso Mundial de Jornais na Suécia

A família de Li Changqing, jornalista chinês premiado com a Golden Pen of Freedom da WAN, foi impedida de viajar à Suécia para Receber o prêmio em seu nome. Bao Dinling e li Sidi, esposa e filha do jornalista, foram detidas e interrogadas no aeroporto de Pequim pela polícia, que confiscou seus passaportes.
Li, repórter e diretor-adjunto do Fuzhou Daily, cumpriu três anos de prisão por noticiar uma epidemia de dengue no país antes dos oficiais de saúde aletrarem o público. O feito lhe rendeu o prêmio de liberdade de imprensa da WAN, mas o jornalista não pôde atender à cerimônia de abertura do Congresso Mundial de Jornais e Fórum Mundial de Editores, pois não conseguiu tirar passaporte. Sua família foi então convidada a ir ao congresso para receber o prêmio em seu nome, mas tampouco irá à Suécia, devido às restrições impostas pelas autoridades chinesas.
“Esse é um escandaloso novo abuso de poder pelas autoridades chinesas”, disse Timothy Balding, Presidente da WAN de Paris, que deu o Golden Pen of Freedom para Li. “Não satisfeitos em reprimir a liberdade de informação e encarcerar dúzias de repórteres, eles têm de perseguir e restringir suas famílias”, conclui. As autoridades chinesas também ordenaram um boicote dos representantes de mídia da China ao Congresso Mundial de Jornais.
28/05/2008