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Jornais precisam investir na mídia digital

Gavin O'Reilly, CEO do Independent News Media PLC e presidente da WAN-IFRA, chamou a atenção para a necessidade de investimento em tecnologia nos jornais durante o 8º Congresso Brasileiro de Jornais.

A cultura da internet se constituiu sobre um pilar questionável: conteúdos grátis e livres do pagamento de direitos autorais. Gavin O’Reilly, CEO do Independent News Media PLC e presidente da WAN-IFRA, chamou a atenção para a necessidade de investimento em tecnologia em prol do rastreamento do copyright.

“Não quero culpar o Google por seu modelo de negócios, mas acho que fracassamos ao não proteger nosso próprio conteúdo e nossos direitos”, diz Gavin. “Os jornais (em papel ou online) deveriam ser um browser, apostando mais em seu histórico de credibilidade e transparência.”

O presidente do Yahoo Brasil, André Izay, disse que a palavra-chave de seus negócios é “relevância”. “Buscamos a integração não apenas de todos as plataformas, mas também integrar e fazer acordos com nossos concorrentes,  com o intuito de atrair ainda mais o consumidor.”

Izay encara o futuro da mídia digital em termos de ciência, arte e escala. Ciência é o processo de realizar; arte é o investimento no prazer do consumidor ao interagir; e escala é o entendimento do novo meio como mais que apenas “de massa”. “O futuro das empresas jornalísticas vai depender da capacidade competitiva de cada uma, caso a caso.”

Osvaldo Barbosa de Oliveira, diretor de consumo online da Microsoft, aposta que os tablets e smartphones vão superar o computador em número de acessos nos próximos anos. “Estamos trocando a conveniência de um browser por um aplicativo que permita uma experiência mais rápida e focada.”

Rodrigo Velloso, diretor de desenvolvimento de novos negócios do Google, acredita que a indústria jornalística fala muito em conteúdo, mas ignora o fator serviço. “Nos meios analógicos, o serviço era levar o conteúdo até o consumidor. Isso não mudou, mas o cliente agora está consciente de que o custo de entrega é praticamente zero”, diz Velloso. “  

Rio de Janeiro, 20 de agosto de 2010

 

Por Sergio Vilas-Boas