Jeison, Fritzen, Collar e Gusmão com o troféu recebido da ARI Jeison, Fritzen, Collar e Gusmão com o troféu recebido da ARI /Reprodução/INÉZIO MACHADO/GES

Für Immer, do Grupo Sinos, fica em primeiro no Prêmio ARI

O webdocumentário Für Immer – Para Sempre, produzido pelo Grupo Sinos, foi o grande vencedor da categoria reportagem cultural do Prêmio ARI, o mais disputado da imprensa gaúcha. Os vencedores da tradicional premiação da Associação Riograndense de Imprensa (ARI) foram revelados ontem de manhã, em solenidade no auditó- rio do Ministério Público, em Porto Alegre.

Produzido pelos jornalistas Moacir Fritzen e Marcelo Collar, o webdocumentário gravado em alemão e legendado em português foi idealizado pelo presidente da Diretoria Executiva do Grupo Sinos, Fernando Gusmão, com coordenação geral do editor-chefe Jeison Rodrigues. O filme estreou nas plataformas digitais dos jornais NH e VS em 25 de julho, em homenagem aos 193 anos da imigração alemã no Estado. Para Gusmão, a distinção foi um importante reconhecimento na véspera do aniversário de fundação do Grupo Sinos. “Para nós é muito relevante essa premiação de uma entidade tão tradicional como é a ARI e no momento em que comemoramos os 60 anos da empresa’’, destacou, lembrando que Für Immer será exibido na Alemanha em 2018.

Jeison destacou o fato de se conquistar um prê- mio tão significativo já na primeira experiência no formato webdocumentá- rio. ‘‘Estamos ainda mais orgulhosos deste trabalho e, ao mesmo tempo, desafiados e estimulados a produzir outras experiências neste formato.’’ Für Immer teve apresentação de Stihl e patrocínio de Instituto Ivoti, Universidade Feevale e Weissheimer Construção e Incorporação. O Prêmio ARI teve cerca de 400 trabalhos inscritos, divididos em diversas categorias. A banca formada por 40 jurados foi responsável pela avaliação do conteúdo.

Herança cultural é reconhecida

Na avaliação de Moacir Fritzen, conquistar o primeiro lugar é motivo de muito orgulho e o reconhecimento de uma herança cultural preservada há várias gerações. Os depoimentos foram gravados em alemão gramatical ou no dialeto Hunsrück.

“Muitos imigrantes alemães e seus descendentes sofreram com a questão do idioma. Eles se sentiam inferiores por falarem o Hunsrück e não o alemão gramatical. Ao mesmo tempo, sofriam com humilhações por não falarem direito o português e devido ao sotaque. Receber essa premiação prova que todas essas famílias devem sentir orgulho desse legado. Vivemos numa região poliglota e isso precisa ser valorizado. Não há motivos para se envergonhar. É preciso aplaudir essas pessoas pela sua superação”, destaca.

Tradição e histórias de vida

Marcelo Collar ressaltou a importância do prê- mio entregue pela ARI na manhã de ontem em Porto Alegre. “Para a gente é muito inspirador receber esse prêmio de uma instituição tão tradicional no fazer e no saber jornalístico. Ser reconhecido por profissionais de renome valoriza não só nosso trabalho no Für Immer, mas as histórias de vida que ele retrata”, destacou Collar.

Saiba Mais

O webdocumentário Für Immer – Para Sempre foi gravado entre os meses de junho e julho de 2017 para destacar os 193 anos da imigração alemã para o Rio Grande do Sul. Até agora, o webdocumentário tem mais de 200 mil visualizações nas diferentes plataformas digitais do Grupo Sinos.

Entre as mais de 50 pessoas que foram ouvidas ou colaboraram com conteúdo, 18 aparecem nos depoimentos em alemão gramatical ou no dialeto Hunsrück, com legendas em português. O conteúdo enfatiza o legado da colonização alemã em vários pilares: superação, cultura, educação, religião, trabalho, sociedades e esportes.

Também do Grupo Sinos, o jornalista Paulo Langaro obteve o quinto lugar na categoria fotojornalismo com a foto intitulada Deixou de Ser Brinquedo e Virou Problema. Já a jornalista Karina Sgarbi ficou entre as finalistas na categoria jornalismo impresso reportagem geral, com a série Diário de um Alcoólico.

A Associação Riograndense de Imprensa (ARI) também festejou ontem seus 82 anos de atividades. O presidente da entidade, Luiz Adolfo Lino de Souza, lembrou que o Prêmio ARI bateu o recorde de inscritos. Ele ressaltou que a premiação busca a valorização maior da função do jornalista e do trabalho árduo desempenhado.

CLASSIFICAÇÃO

1º lugar Für Immer – Para Sempre, de Moacir Fritzen, do Jornal NH.

2º lugar Vaiado Hoje, Aplaudido Amanhã, de Fábio Prikladnicki, de Doc Zero Hora.

3º lugar (menção honrosa) Como Nasce uma Gaita, de Alexandre Francisco Lucchese, de Doc Zero Hora.

4º lugar Onde o Metal Gaúcho foi Forjado, de William Mansque Rodrigues, de Doc Zero Hora.

5º lugar Os Refúgios de Belchior, de Letícia Mendes Pacheco, da Gazeta do Sul.