CPJ cobra investigação de assassinato de jornalista no interior de Goiás

CPJ cobra investigação de assassinato de jornalista no interior de Goiás

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) instou as autoridades brasileiras a investigar de forma minuciosa o assassinato do radialista Jefferson Pureza Lopes, em Edealina, na região sul de Goiás, e levar os responsáveis à justiça. "Este é o segundo assassinato de um jornalista em uma semana e serve como uma séria advertência sobre os perigos que os repórteres brasileiros enfrentam nas áreas interioranas", disse o vice-diretor executivo do CPJ, Robert Mahoney.

Lopes, que trabalhava na rádio Beira Rio FM, foi executado a tiros na noite da última quarta-feira (17) dentro da sua própria residência, enquanto estava sentado perto de uma porta entreaberta, assistindo televisão. Os disparos foram feitos por dois homens de motocicletas.

Amigos e colegas disseram ao site de notícias G1 e ao CPJ que Lopes frequentemente criticava os políticos locais em seu programa de rádio e já havia enfrentado ameaças e outras formas de intimidação por mais de um ano antes de seu assassinato. De acordo com a diretora da estação de rádio, Cristina Leandro, Lopes denunciou as ameaças à polícia, mas as ações judiciais foram bloqueadas por razões processuais.

“Nós vamos apurar todas as circunstâncias deste crime para poder tomar as diligências necessárias e apontar as motivações, os possíveis autores. O programa dele era polêmico, mas isso não pode ser associado ainda com o assassinato, tudo vai ser esclarecido com as investigações”, disse o delegado Queops Barreto disse ao G1.

Lopes é o segundo jornalista morto no Brasil em 2017. Ueliton Bayer Brizonin foi morto em Rondônia, em 16 de janeiro. "As autoridades devem realizar uma investigação rápida e confiável sobre o assassinato de Brizon e levar os responsáveis à justiça", disse Mahoney, do CPJ. "O homicídio de Brizon é um sinal preocupante depois de dois anos de declínio em casos de assassinato de jornalistas no Brasil e uma dura lembrança de que jornalistas brasileiros que cobrem problemas locais ainda enfrentam um risco significativo ao fazer o seu trabalho".

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