SIP condena ataque cibernético a mídia independente da Nicarágua SIP

SIP condena ataque cibernético a mídia independente da Nicarágua

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condenou os recentes ciberataques contra as páginas na web do diário La Prensa e da revista Confidencial, da Nicarágua. A entidade exigiu das autoridades nicaraguenses a urgente investigação sobre a censura a vários meios de comunicação, bem como o assassinato do jornalista Ángel Gahona, morto no sábado (21) com um tiro enquanto transmitia ao vivo, via Facebook para o jornal El Meridiano, protestos contra o governo de Daniel Ortega, na cidade de Bluefields.

Os sites do La Prensa e da Confidencial sofreram ataques, na segunda-feira (21), de negação de serviço (DDoS, na sigla em inglês). Esse tipo de violência é considerado uma das formas mais nocivas de censura digital. O presidente da SIP, Gustavo Mohme, deplorou "mais outro ato de censura e repressão contra quem discorda e manifesta seu ponto de vista através de distintas formas de expressão, seja mediante plataformas digitais, medis tradicionais ou manifestações públicas". Para ela, trata-se de um ataque à liberdade de imprensa, já fragilizada na Nicarágua.

Na semana passada, a SIP havia condenado a censura imposta a veículos de televisão e internet. Na quinta-feira (19), o governo tirou do ar televisões independentes que transmitiam ao vivo protestos em Manágua. Entre os veículos censurados por meio da estatal Instituto Nicaragüense de Telecomunicaciones y Correo (Telcor) estão o Canal 100% Noticias, Canal 12, Canal 23 e o Canal 51, da Conferência Episcopal do país.

A SIP ainda responsabilizou o governo de Ortega pela repressão desproporcional das forças de segurança da Nicarágua contra manifestantes que, nos últimos dias, realizam protestos contra as reformas da previdência social impostas por decreto presidencial. Na semana

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