Dia Mundial da Liberdade de Imprensa: SIP alerta para crescente repressão nas Américas e defende enfrentamento a ameaças digitais

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa: SIP alerta para crescente repressão nas Américas e defende enfrentamento a ameaças digitais

Em mensagem por ocasião das celebrações do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, nesta quinta-feira (3), o presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Gustavo Mohme, voltou a fazer um enfático alerta nesta quarta-feira (2) para os perigos das crescentes restrições à livre expressão e a falta de proteção aos jornalistas para que possam exercer seus ofícios em segurança nas Américas. O dirigente advertiu sobre as numerosas denúncias de assédio e perseguição contra a imprensa em muitos países da região, manifestadas de diferentes formas, fragilizando os princípios democráticos no hemisfério americano. Também ressaltou a necessidade de adaptação dos mecanismos de defesa das liberdades à era digital.

Mohme destacou que vários governos têm procurado reprimir os veículos de comunicação independente, censurando ou levando a auto-censura. Para tanto, governantes e políticos recorrem a regulamentações, a decretos executivos e a leis que estrangulam economicamente e afetam a independência editorial. Muitos discriminam na distribuição de publicidade e promovem ataques por meio da justiça. Há em diferentes países ataques físicos e cibernéticos recorrentes contra jornalistas e empresas.

A maneira mais severa de impedir a disseminação de informações consideradas desconfortáveis a governantes ou a políticos ou ainda a criminoso, infelizmente, disse Mohme, tem sido o assassinato seguido de impunidade. Desde maio de 2017, foram mortos 23 jornalistas no Brasil, El Salvador, Equador, Guatemala, Honduras e México. “É por isso que lutamos através do Sistema Interamericano de Direitos Humanos para alcançar a justiça que é negada em diferentes países e enfrentar a impunidade”, enfatizou o presidente da SIP.

Mohme disse que a entidade está especialmente preocupada com a persistência do autoritarismo em Cuba, na Venezuela e na Nicarágua. Ele lembrou ainda que os avanços tecnológicos representam progresso, mas também trazem desafios e, às vezes, perigos ao jornalismo e às liberdades. Por isso, a SIP trabalha para à Declaração de Chapultepec novos princípios como resposta ao cenário digital, observando, por exemplo, os debates sobre o direito à privacidade dos dados pessoais, o direito ao esquecimento, a difusão de notícias falas e a proteção à infância.

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Jornalista