O GLOBO – 18/10/2018

O Facebook iniciou ontem a notificação de usuários que tiveram dados comprometidos em um ataque de hackers sofrido pela rede social no fim do mês passado. Segundo a companhia, 29 milhões tiveram dados roubados pelos invasores. Brasileiros atingidos também começaram a receber os avisos, mas não há estimativas de quantos eles são no total de vítimas.

As notificações enviadas pelo Facebook informam que dados foram acessados pelos hackers, como endereço de email, data de nascimento ou localizações recentes.

Na notificação, o Facebook ressalta não saber “se os invasores usarão as informações acessadas”, mas alerta que os dados podem ser usados para “disseminar spam dentro e fora do Facebook”. Para se protegerem, as vítimas devem tomar cuidado com ligações telefônicas, mensagens de texto e e-mails de desconhecidos.

MÉTRICAS INFLADAS

As sucessivas crises do Facebook levaram quatro gran desinvestidores institucionais da companhia — que têm juntos mais de US $1 bilhão e mações —a aderira um pedido de saíd ade Mark Zuckerberg da presidência do conselho da companhia, função que ele acumula coma direção executiva. Par aos acionistas, o executivo não tem tratado adequadamente escândalos de segurança e uso de seus dados.

Ontem, informações de um processo aberto pela agência de marketing on-line Crowd Siren indicaram que o Facebook sabia no início de 2015 que tinha induzido anunciantes a erro em relação ao tempo médio que usuários passaram vendo videoclipes na rede, mas só reconheceu em setembro de 2016. A agência acrescentou acusações de fraude e um pedido de indenização por causado exagero nessas métricas em uma queixa apresentada na terça-feira em um tribunal da Califórnia.

“Um conselho independente é essencial para retirar o Facebook desta bagunça e restabelecera confiança entre americanos e afirmou, em um Scott Stringer, da New York City Comptroller, um dos signatários do pedido de substituição de Zuckerberg por um presidente independente, originalmente apresentado pela Trillium Asset Management. Os outros três são representantes de fundos de estados americanos. O pedido será votado na assembleia anual de investidores, no ano que vem. Um projeto similar apresentado em 2017 foi derrotado por causa da estrutura acionária da companhia, que dá a Zuckerberg maior poder de voto.