Britânicos temem desinformação digital, mas apenas 15% estão dispostos a pagar por conteúdo verificado por publishers

Britânicos temem desinformação digital, mas apenas 15% estão dispostos a pagar por conteúdo verificado por publishers

Os britânicos estão entre os povos europeus mais preocupados com os impactos da desinformação on-line, mas são os menos propensos a pagar pelo conteúdo verificado pelas organizações noticiosas, principais antagonistas às chamadas notícias falsas. 

Nova pesquisa da YouGov mostra que quase dois terços (64%) dos entrevistados do Reino Unido disseram estar preocupados com as farsas digitais, percentual maior do que nos demais países que integram o estudo: Itália (63%), Alemanha (56%), Holanda (57%) e Suécia (48%).

Os britânicos afirmaram acreditar que estão sendo frequentemente expostos a notícias falsas, com 63% dizendo que veem esse conteúdo com frequência ou com muita frequência. Na Alemanha, apenas 28% afirmaram o mesmo. A maior parte (70%) dos entrevistados do Reino Unido disse esperar um aumento das notícias falsas nos próximos dois ou três anos – 3% acreditam em redução, enquanto 14% apostam em estagnação.

Mas perguntados se agora estariam dispostos a pagar pelo jornalismo de fact-checking por uma organização de notícias para evitar desinformação, apenas 15% dos britânicos disseram que sim, 14% afirmaram que podem pagar por jornalismo confiável se a disseminação de notícias falsas aumentar e 40% disseram que evitam o risco da desinformação de "outras maneiras". Outros 22% responderam que "não há como saber" se devem ou não confiar em um conteúdo.

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