SIP condena novos ataques à imprensa em uma Venezuela marcada pela censura chavista

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) rechaçou no fim da semana passada a crescente onda de violações do governo Nicolás Maduro contra jornalistas e veículos de comunicação. Na última terça-feira (11), os jornalistas franceses Sebastián Pérez e Didier Barral, da agência fotográfica CAPA, foram detidos pelo Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin). No dia seguinte (12), o canal internacional de notícias TV Venezuela denunciou que seguidores do chavismo agrediram, ameaçaram e destruíram equipamentos da repórter Mary Triny Mena e do cinegrafista Ademar Dona.

O presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, Roberto Rock, expressou sua “mais profunda condenação à escalada de violência a jornalistas e meios que vêm sendo atacados, ameaçados e intimidados por exercerem seu ofício”. Os profissionais e as empresas, disse, “estão indefesos diante de um Estado que os acusa de ser fonte dos males do país, o que incentiva e justifica esses ataques”.  A organização hemisférica comprometeu-se a exortar a comunidade internacional a seguir denunciando a grave situação que vive a Venezuela.

O Instituto Prensa y Sociedad Venezuela (IPYS) informou que, entre 28 de março e 8 de abril, registrou no país ao menos 25 limitações à cobertura jornalística de assuntos de interesse público, 19 agressões físicas, 11 intimidações, 4 ataques contra equipes de trabalho, 3 detenções arbitrárias, 3 roubos e um ataque contra a sede de um meio de comunicação.

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