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SIP expressa preocupação com aumento da repressão governamental na Venezuela e da violência à imprensa

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) manifestou nesta terça-feira (6) extrema preocupação com a situação de violência na Venezuela contra os jornalistas e a mídia independente e convocou os meios de comunicação tradicionais e alternativos a não ceder ao silêncio imposto pela repressão do presidente Nicolás Maduro e a continuar denunciando cada ataque verificado no país contra as liberdades de imprensa e de expressão. O presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, Roberto Rock, disse que o jornalismo tem a função de demonstrar ao público como atua o governo venezuelano, de forma ditatorial, violando os direitos fundamentais dos cidadãos. A denúncia de cada ato de injustiça, disse, é uma contribuição decisiva.

Somente nesta segunda-feira (5), entre os jornalistas que cobriam manifestações, foram registrados 14 casos com 18 vítimas entre roubos, agressões e detenções por busca, recebimento ou difusão de informação”, informou a organização Espacio Público. Boa parte da violência partiu da Polícia Nacional Bolivariana e da Guarda Nacional, que também apreenderam câmaras fotográficas e celulares. As vítimas são jornalistas do diário El Nacional, das emissoras Globovisión, TV Venezuela Noticias, Telesur, e dos portais Runrunes, El Cooperante e Webnotitarde.

Desde o começo dos protestos contra o governo, em março, até 31 de maio houve 65 mortes, mais de mil feridos e cerca de 2,7 mil pessoas detidas. No mesmo período, ocorreram 256 violações e limitações ao exercício jornalístico, 99 jornalistas foram agredidos, 17 sofreram detenções arbitrárias e 33 receberam intimidações. Desse total, 81% dos ataques e agressões foram contra meios de comunicação privados, sendo os meios digitais os mais afetados, segundo o Ipys Venezuela.

Há ainda forte censura. A SIP lembrou do bloqueio a pelo menos 41 páginas da internet e dos portais televisivos Vivo Play TV e VPI TV, assim como dos canais El Tiempo, da Colômbia, e Todo Noticias, da Argentina. Também houve censura ao portal do Poder Legislativo, Capitolio TV. Além disso, as redes de televisão internacionais NTN24 e CNN em Espanhol foram expulsas do país.

Leia mais em:

http://www.sipiapa.org/notas/1211474-venezuela-la-sip-expresa-extrema-preocupacion

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