Documentos como esse, entretanto, não são suficientes se não existe vontade política para levá-los adiante, alerta entidade de jornalismo Documentos como esse, entretanto, não são suficientes se não existe vontade política para levá-los adiante, alerta entidade de jornalismo / Divulgação/SIP

SIP elogia resolução da OEA em defesa da livre expressão, mas alerta: “É tempo de agir”

Aprovada na semana passada, a nova resolução da Organização dos Estados Americanos (OEA) em defesa da livre expressão e dos jornalistas foi comemorada nesta quinta-feira (29) pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). A entidade, entretanto, alertou para a necessidade de os governos adotarem na prática as recomendações, pois do contrário não haverá avanços. “As resoluções não são suficientes se não existe vontade política para levá-las adiante; implementá-las na prática com recursos econômicos e humanos”, disseram, em nota, Matt Sanders, presidente da SIP, Roberto Rock, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da entidade. “Se tudo permanecer em declarações, estaremos frente a um novo atalho demagógico no qual os governos somente falam, mas não atuam. É tempo de agir”, advertiram.

A resolução da OEA condena os assassinatos, as agressões e outros atos de violência contra jornalistas e demais profissionais de imprensa. O documento insta os países a implementar medidas de prevenção e proteção, além de mais capacidade de investigação e de punição aos responsáveis por crimes, com o objetivo de acabar com a impunidade. O documento, adotado durante a Assembleia Geral da OEA, realizada entre 19 e 21 de junho em Cancún, no México, destaca o exercício do direito à liberdade de opinião e de expressão em uma democracia; e o papel dos jornalistas, que, uma vez expostos a agressões e com suas integridades em risco, interrompem seus trabalhos, privando também a sociedade de informação de interesse público.

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