Jornalismo mobile leva repórteres para mais perto das histórias, diz pesquisa

Jornalismo mobile leva repórteres para mais perto das histórias, diz pesquisa

Os smartphones não representam apenas uma grande transformação na forma como as pessoas buscam informações atualmente, dando preferência ao meio digital e mobile. Esses pequenos equipamentos também estão ajudando os jornalistas a contar histórias em detalhes que antes talvez fosse impossível de fazer. Isso porque, conforme mostra recente pesquisa do Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo, da Universidade de Oxford (EUA), os entrevistados são menos intimidados por equipamentos de mão do que por grandes aparelhos e uma equipe de TV. De acordo com o jornalista finlandês Panu Karhunen, que liderou o estudo, o jornalismo móvel aumenta a “acessibilidade geral e fortalece as interações sociais”.

A pesquisa (Closer to the Story? Accessibility and Mobile Journalism) foi feita junto a repórteres de diferentes veículos, divididos em dois grupos que fizeram o mesmo número de entrevistas, mas com abordagem diferente. O grupo formado por profissionais atuando sozinhos com seus smartphones obteve uma taxa de retorno dos entrevistados de 33,5%. O outro, com entrevistas feitas por dois profissionais e câmera de TV, registrou índice menor, de 21%.

Por trás da diferença nos percentuais podem estar histórias fundamentais. É o caso das reportagens feitas por Yusuf Omar sobre sobreviventes de abusos sexuais, relatadas via Snapchat a partir do celular do jornalista. Outro exemplo do uso de smartphones para narrativas diferenciadas são os detalhes dramáticos da crise dos refugiados na Europa reproduzidos por veículos de comunicação como Bild, Time ou BBC. Outra característica do sistema mobile verificada pela pesquisa é que ele permite ao jornalista a produção de mais e melhor conteúdo, uma vez que permite a maior permanência do repórter nos locais onde relata os fatos.

Há também desvantagens. Uma delas é a pouca credibilidade transmitida pelo jornalista equipado apenas com o celular. Como os smartphones são muito populares, o jornalismo mobile é, às vezes, visto como menos profissional do que aquele que utiliza equipamentos como câmeras de TV. Além disso, existe perda de qualidade na imagem produzida a partir de um celular em relação a outros equipamentos de captação de imagem mais sofisticados.

Leia aqui o estudo na íntegra.

Leia mais em:

https://www.journalism.co.uk/news/mobile-journalism-helps-reporters-get-closer-to-the-story-new-reuters-research-finds/s2/a707282/