O repórter Luciano Rivera foi morto no último domingo (30/07) O repórter Luciano Rivera foi morto no último domingo (30/07) /Reprodução

Cada vez mais violento ao jornalismo, México tem nove comunicadores assassinados em 2017

Assassinado na madrugada do último domingo (30), na localidade de Playas de Rosarito (no estado da Baixa Califórnia), o jornalista Luciano Rivera é o nono jornalista morto no México em 2017. Em comunicado, a Procuradoria-Geral da Justiça do Estado mexicano informou que o comunicador estava no interior de um bar quando foi abordado por cinco homens e, em seguida, alvejado por um tiro na cabeça. Rivera era repórter e apresentador na CNR TV e dirigia a edição impressa e digital da revista Dictamen. As autoridades não confirmaram se o crime está relacionado ao trabalho do jornalista.

Os jornalistas que atuam fora dos grandes centros do país estão mais vulneráveis. Nenhum dos oito repórteres mexicanos assassinados neste ano vivia na capital. Cecilio Pineda morava em um povoado de Guerrero; Ricardo Monluí, em uma cidade pequena de Veracruz; Miroslava Breach, em Chihuahua; Maximinio Rodríguez, em Baixa Califórnia Sul; Javier Valdez, em Sinaloa; Jonathan Rodríguez, em um povoado de Jalisco; e, agora, Rivera, na Baixa Califórnia. O caso de maior impacto foi o de Salvador Adame, que dirigia o canal de televisão Tierra Caliente, de Michoacán, região de histórico violento e dominada por cartéis de drogas e outras organizações criminosas.

Além dos oito jornalistas mexicanos, o repórter hondurenho Edwin Rivera Pazem foi assassinado em 9 de julho, em Veracruz. O profissional havia se refugiado no México por medo de represálias ao seu trabalho no seu país de origem.

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https://elpais.com/internacional/2017/07/31/mexico/1501529711_861967.html

https://rsf.org/es/noticias/asesinan-en-plena-calle-un-periodista-hondureno-refugiado-en-mexico

http://www.sinembargo.mx/31-07-2017/3274970