O problema das notícias falsas potencializadas na web é global e, apesar de significativas reações para neutralizá-lo – em especial as que envolvem o jornalismo qualificado, principal arma contra as falsidades – vai se agravar. A projeção é de Charlie Beckett, jornalista, professor de mídia da London School of Economics and Political Science (LSE), da Universidade de Londres, e diretor da think-tank Polis. Para enfrentar o que está por vir, defende, é necessário estabelecer com urgência uma nova agenda do jornalismo contra as fake news, com base na verdade, na confiança e na tecnologia. Nessa mudança, afirma o especialista, é preciso do bom jornalismo, mas reinventado, de forma que faça parte das vidas emocionais e materiais dos cidadãos no meio online.

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A indústria publicitária do Reino Unido, representado pelo Institute of Practitioners in Advertising (IPA), instou formalmente o duopólio digital formado por Google e Facebook a tomar medidas "urgentes" no enfrentamento de problemas de segurança, medição e visibilidade de vídeos distribuídos na internet pelos gigantes do Vale do Silício. "Não posso enfatizar o suficiente a importância deste pedido", apelou o diretor-geral do IPA, Paul Bainsfair, em carta a Ronan Harris, diretor-gerente do Reino Unido e da Irlanda no Google, e Steve Hatch, diretor-gerente do Facebook para o Norte da Europa.

Em comunicado nesta segunda-feira (14), Bainsfair alertou que "embora reconheçamos que pequenos passos para abordar as preocupações recentes [como mensagens extremistas associadas a marcas, o que resultou em boicote ao Google] foram tomados, nossos anunciantes e agências estão nos dizendo cada vez mais que esse progresso não é rápido nem significativo”. O diretor-geral do IPA elencou iniciativas pontuais esperadas pela indústria da publicidade. A primeira é que que YouTube (do Google) e Facebook assinem o UK Good Practice Principles, guia de princípios do Digital Trading Standards Group (DTSG). Isso representaria uma verificação independente das políticas e processos de segurança da marca dentro dos próximos seis meses.

Bainsfair pediu também que o duopólio atue ao lado do IPA para "atender aos padrões de medição de audiência independentes e de propriedade da indústria, o que permitirá a medição de audiência de vídeo multiplataforma no Reino Unido". Finalmente, sobre a visibilidade do vídeo, ele sugeriu que o YouTube e o Facebook usassem o Reino Unido como um banco de teste para fornecer suprimentos de anúncios de vídeo em linha e móvel otimizados para visibilidade de 100% e que podem ser verificados independentemente. "Como são os dois maiores fornecedores de vídeos online, YouTube e Facebook têm a responsabilidade de garantir os melhores padrões possíveis de publicidade em suas plataformas", disse Bainsfair.

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HTTPS://WWW.EMARKETER.COM/ARTICLE/FACEBOOK-GOOGLE-CHALLENGED-IMPROVE-AD-MEASUREMENT-STANDARDS/1016337?ECID=NL1001

http://www.thedrum.com/news/2017/08/14/ipa-demands-duopoly-takes-urgent-action-solve-online-ad-problems-frank-letter-uk

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Jornalismo de qualidade é a melhor arma contra o fenômeno global da propagação de notícias falsas na web, defendeu nesta quarta-feira (9), em Florianópolis (SC), o jornalista Carlos Müller, consultor da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT). “Notícias falsas sempre existiram, mas adquiriram uma dimensão muito grande no fim do ano passado, quando deram uma contribuição à eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos”, afirmou Müller em palestras para equipes dos grupos de comunicação NSC (ex-RBS-SC) e RIC e, também, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Hoje, assinalou, a diferença é que as notícias falsas são produzidas e propagadas de forma industrial, com modelo de negócio sustentável, rentável, e que vai muito além do aspecto pontual e de interesse imediato.

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No mês passado, o presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, visitou o Alasca (EUA) e elogiou os programas sociais do Estado, em especial o fundo de investimento permanente, que garante uma renda básica para os moradores. Em maio, em um discurso de encerramento de curso, o poderoso empresário disse a formandos da Universidade Harvard: "Deveríamos estudar ideias como a da renda universal básica, para que todo mundo dispusesse de uma reserva para experimentar coisas novas. “Você tem razão, Mark. Vá adiante e tente essa ideia”, provoca John Thornhill, editor de inovação do jornal Financial Times.

O especialista afirma que Zuckerberg poderia “demonstrar que está à altura de sua retórica” e criar algo semelhante à iniciativa do Alasca, o Facebook Permanent Fund, para cobrir uma experiência mais ampla de renda básica universal. “E deveria encorajar outras empresas de dados, como o Google, a contribuir”, sugere. “Não há regras que disponham que só governos podem operar no ramo da redistribuição de renda”, alfineta em artigo publicado no Brasil pela Folha de S.Paulo.

Thornhill lembra que, ao lado do Google, o Facebook domina o mercado digital e detém o ativo mais valioso da atualidade: os dados que os usuários fornecem gratuitamente, muitas vezes sem saber que o estão fazendo, e que a empresa na prática vende a anunciantes. “Parece justo que o Facebook faça uma contribuição social maior, por lucrar tanto com esse recurso imensamente valioso e gerado coletivamente”, enfatiza o jornalista.

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O Facebook anunciou na semana passada que atualizará em breve seu algoritmo para dar prioridade aos links publicados no Feed de Notícias originários de sites que carreguem em maior velocidade no meio mobile. A empresa diz que a mudança deve melhorar a experiência do usuário, mas pode haver também outro motivador: valorizar o Instant Articles, em uma alteração que impacta o negócio de muitos publishers no meio mobile. “[Eles] podem ficar mais inclinados a usar o Instant Articles por medo de que, se não o fizerem, venham a prejudicar sua distribuição, avalia Kurt Wagner, editor sênior de mídia social do site especializado Recode.

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