O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) divulgou na terça-feira (25) relatório no qual revela que a tecnologia, aliada em muitos dos avanços da humanidade, também está na base da maior sofisticação da censura à liberdade de imprensa. Na mesma semana em que a organização Repórteres sem Fronteira (RSF) denunciou ameaça inédita à livre expressão no mundo, o documento do CPJ descreve como governos, narcotraficantes e até facções terroristas têm usado a internet para atacar o direito à informação, relatou o jornal Folha de S.Paulo. “A guerra da informação e da contrainformação, se não ameaça diretamente a vida de jornalistas, não deixa entretanto de pôr em risco a verdade dos fatos, quando a orquestração da propaganda política se empenha em burlar a investigação jornalística profissional, apartidária, crítica e autocrítica”, adverte editorial da edição desta quinta-feira (27) do jornal paulista.

A repressão cibernética combina  antigas táticas, como a prisão de jornalistas (que chegou ao recorde de 259 em 2016), a novas, potencializadas pela tecnologia. Nesse segundo grupo, detalha a Folha de S.Paulo, estão o uso de sistemas de controle de informação, o monitoramento digital de críticos —e eventual bloqueio de sua atuação—, e a disseminação de notícias falsas. “Alguém ainda acredita no mantra utópico de que a informação quer ser livre e que é impossível censurar ou controlar a internet?”, questiona Joel Simon, diretor do CPJ.

Com esse comentário, diz o editorial de hoje da Folha de S.Paulo, Simon “talvez surpreenda” quem justificadamente comemora as facilidades que os meios eletrônicos de comunicação asseguram a quem queira expressar suas próprias opiniões. NO entendimento da publicação,  pertence ao conhecimento comum a ideia de que notícias falsas e quantidade nauseante de calúnias e ofensas circulam pelas redes sociais —tornando-as, ainda que livres, inconfiáveis em larga medida. “Todavia, a própria sensação de que exista uma tão ampla liberdade se vê passível de contestações. É esse o sentido da publicação ‘Ataques à Imprensa – A Nova Face da Censura’, que acaba de ser divulgada pelo comitê.”

Regimes autoritários e organizações criminosas passam cada vez mais a utilizar a tecnologia com o propósito de inviabilizar a investigação jornalística e a circulação de notícias. O bloqueio de sites, o emprego de sistemas eletrônicos massivos de contrapropaganda e o monitoramento de dissidências são alguns dos instrumentos do que o texto chama de “repressão 2.0”.

Entre os citados pela ameaça à informação, destacam-se China e Rússia. No segundo caso, o governo recorre a aparatos e conhecimento tecnológico para controlar a dissidência ao governo Putin e usa a internet para espalhar propaganda e manipular a opinião pública, diz o relatório do CPJ. Pequim, por sua vez, planeja um sistema de créditos para jornalistas que publicam conteúdo crítico em redes sociais, descreve a pesquisadora Yaquiu Wang. Os que receberem mais pontos podem ser financeiramente penalizados, com empréstimos negados e juros maiores, por exemplo.

O relatório dedica um capítulo aos Estados Unidos em meio à preocupação com a disseminação de notícias falsas e com o clima de “hostilidade e intimidação” criado, diz a publicação, pela retórica agressiva do presidente Donald Trump. O CPJ cita também o uso das novas tecnologias por “forças violentas”, como o Estado Islâmico e cartéis de traficantes de drogas, para se comunicar diretamente com o público, livrando-se da intermediação crítica da mídia.

Pelo uso do arsenal repressivo mais conhecido, o governo turco recebe especial atenção especial, uma vez que o país exerce forte controle sobre a mídia e é o que mais prende jornalistas —81 dos 259 detidos, segundo comunicado do CPJ no fim de 2016.

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http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2017/04/1878629-tecnologia-deixa-censura-a-jornalistas-mais-complexa-e-sofisticada-diz-ong.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2017/04/1878958-nem-tao-livres.shtml

https://www.voanoticias.com/a/censura-cpj-prensa-tecnologia/3824684.html

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Após missão realizada durante esta semana, a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) informou nesta quinta-feira (4) que o Peru pode inaugurar uma nova época para as liberdades de imprensa e de expressão. O grupo de dirigentes da SIP, liderado pelo seu presidente, Matt Sanders, obteve compromissos positivos das autoridades do país sobre a violência contra jornalistas (agravada pela impunidade de assassinatos), a descriminalização da difamação e a propriedade dos meios de comunicação. Também houve avanços nos debates sobre vários projetos de lei que promovem medidas confiscatórias e a intromissão nas decisões editoriais e na independência da mídia.

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http://www.sipiapa.org/notas/1211424-peru-logra-la-sip-compromisos-favor-la-libertad-prensa

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A organização Repórteres sem Fronteiras (RSF), dedicada à defesa da liberdade de expressão, divulga nesta quarta-feira (26), às 10h, na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, o Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa 2017: o recuo das democracias. Os resultados serão comentados em coletiva com as presenças de Emmanuel Colombié, diretor regional para a América Latina da RSF; Balbina Flores Martínez, representante da entidade no México; Ricardo Melo, jornalista e ex-presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC); e Domingos Meirelles, presidente da ABI.

Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa 2017: o recuo das democracias
Dia 26 de abril, às 10h
Sede da ABI (Rua Araújo Porto Alegre, 71, auditório do 7°andar. Rio de Janeiro)

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https://rsf.org/pt

 

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O Instituto Palavra Aberta promove no dia 9 de maio, em Brasília, a 11ª Conferência Legislativa sobre Liberdade de Expressão, que debaterá o impacto das notícias falsas no ambiente democrático. “O tema é providencial e tem chamado a atenção de profissionais da imprensa e, inclusive, da sociedade, que não depura o fato do boato, a verdade da mentira”, diz Patricia Blanco, presidente da organização. Com a presença de convidados de diversos segmentos, o encontro será realizado no Auditório da TV Câmara, das 9h às 12h45. A conferência tem o apoio da Câmara dos Deputados, do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional (CCS), da Associação Nacional de Jornais (ANJ), da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), da Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e da Revista Imprensa. As vagas são limitadas. Informações por e-mail (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.) ou por telefone (11.3034.5295).

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http://www.palavraaberta.org.br/eventos/save-the-date.html

 

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O presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Matt Sanders, lembrou nesta quarta-feira (3) em Lima, no Peru, que as liberdades de expressão e de imprensa e o direito das pessoas à informação precisam de apoio e constante vigilância, mesmo em países com níveis elevados de democracia. “Estas liberdades são simplesmente uma aspiração, porque, apesar de estarem previstas as constituições de todos os países, é preciso trabalhar para que possam ser estabelecidas de forma concreta em nossas sociedades”, disse Sanders em cerimônia por ocasião da celebração do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. No evento, o presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski, assinou a Declaração de Chapultepec, conjunto de princípios sobre as liberdades de expressão e de imprensa

O presidente da SIP argumentou ainda que a era digital marca um grande progresso para a comunicação, mas também representa novos desafios em que “temos de estar vigilantes para combater tanto o bullying nas redes sociais, ataques cibernéticos contra os meios de comunicação, empresas, governos , propaganda e desinformação, entre outros “. No entanto, Sanders ressaltou estar convicto que a humanidade vive “um momento extraordinário da revolução da comunicação”, no qual as vantagens de conexões digitais são maiores do que as desvantagens. O presidente da SIP pediu também unidade a todos os jornalistas e meios de comunicação para o fortalecimento da luta pelo direito ao acesso à informação por meio de um “caminho livre, diversificado e pluralista.”

http://www.sipiapa.org/notas/1211422-mensaje-la-sip-el-dia-mundial-la-libertad-prensa

 

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