A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) expressou nesta quinta-feira (27) sua profunda preocupação com o agravamento da violência e da repressão governo de Nicolás Maduro nos protestos do últimos dias na Venezuela, também dirigidos ao trabalho dos meios de comunicação e de jornalistas nacionais e internacionais.

Desde que manifestações da oposição começaram, no final de março, pelo menos 29 pessoas morreram. De acordo com o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP), entre 31 de Março e 25 de Abril, 106 trabalhadores da mídia foram fisicamente e verbalmente agredido, roubados e atacado durante a cobertura de notícias de manifestações. Entre esses contratempos, 14 jornalistas foram detidos.

“Estamos atentos ao clima de violência e repressão exercida pelo governo, as forças de segurança e grupos paraestatais, que estão causando estragos”, disse o presidente da SIP, Matt Sanders. No entendimento da entidade, os jornalistas e os meios de comunicação são parte do dano colateral de tal violência, fruto da inclinação do regime venezuelano pelo cerceamento da liberdade de expressão e por uso de propaganda como arma de desinformação.

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A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) rechaçou no fim da semana passada a crescente onda de violações do governo Nicolás Maduro contra jornalistas e veículos de comunicação. Na última terça-feira (11), os jornalistas franceses Sebastián Pérez e Didier Barral, da agência fotográfica CAPA, foram detidos pelo Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin). No dia seguinte (12), o canal internacional de notícias TV Venezuela denunciou que seguidores do chavismo agrediram, ameaçaram e destruíram equipamentos da repórter Mary Triny Mena e do cinegrafista Ademar Dona.

O presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, Roberto Rock, expressou sua “mais profunda condenação à escalada de violência a jornalistas e meios que vêm sendo atacados, ameaçados e intimidados por exercerem seu ofício”. Os profissionais e as empresas, disse, “estão indefesos diante de um Estado que os acusa de ser fonte dos males do país, o que incentiva e justifica esses ataques”.  A organização hemisférica comprometeu-se a exortar a comunidade internacional a seguir denunciando a grave situação que vive a Venezuela.

O Instituto Prensa y Sociedad Venezuela (IPYS) informou que, entre 28 de março e 8 de abril, registrou no país ao menos 25 limitações à cobertura jornalística de assuntos de interesse público, 19 agressões físicas, 11 intimidações, 4 ataques contra equipes de trabalho, 3 detenções arbitrárias, 3 roubos e um ataque contra a sede de um meio de comunicação.

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