A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condenou nesta terça-feira (25) ação do governo de Cuba que resultou na prisão domiciliar da jornalista cubana Sol García Basulto, da revista La Hora de Cuba, na cidade de Camagüey, e correspondente do portal 14ymedio. A jornalista está presa desde a segunda-feira (24) por desempenhar seu trabalho jornalístico. A SIP também lamentou situação similar vivida pelo jornalista Henry Constantín Ferreiro, diretor da La Hora de Cuba.

O governo de Nicolás Maduro, da Venezuela, expulsou do país, nesta quarta-feira (29), o jornalista brasileiro Paulo Paranaguá, do jornal francês Le Monde, informou a ONG de direitos humanos Provea. O profissional foi expulso quando tentava entrar na Venezuela para começar o processo de um visto de trabalho, relatou o jornal O Globo. A repressão das autoridades chavistas à imprensa vem desde o governo de Hugo Chávez (1999-2013) e se agravou nos últimos meses, com o país mergulhado em grave crise econômica, política e social.

No caso que envolve Paranaguá, o coordenador-geral da Provea, Rafael Uzcátegui, disse que o repórter tentou pedir a permissão antes de viajar a Caracas, mas não obteve resposta em vários comunicados que enviou. “Disseram a ele que deveria tramitar a credencial antes de ir a Caracas”, assinalou Uzcátegui, que denunciou que aparentemente o jornalista está em uma lista do governo que criminalizou o seu trabalho jornalístico por reportagens anteriores na Venezuela.

Os jornalistas estrangeiros devem tramitar permissões no Ministério da Comunicação e Informação para poder trabalhar na Venezuela, motivo pelo qual o governo reteve e deportou anteriormente comunicadores de vários países. Relatórios divulgados recentemente, ainda segundo O Globo, mostram um panorama sombrio para os meios de comunicação locais e, também, para estrangeiros que enfrentam cada vez mais dificuldades para informar o que acontece na Venezuela. De acordo com o Instituto de Imprensa e Sociedade (Ipys), nos primeiros cinco meses do ano foram fechadas 42 rádios, em sete estados. Em muitos casos, eram emissoras de regiões rurais, onde não existe outra opção de acesso à informação.

O controle a meios estrangeiros também se intensificou, noticiou o jornal do Rio de Janeiro. Estima-se que este ano tenham sido deportados 17 enviados especiais de veículos de vários países, entre eles o Brasil. Outros jornalistas estrangeiros foram presos, como dois franceses, submetidos a um tribunal militar e só libertados graças à intervenção do governo da França.

Repressão à imprensa

A situação da mídia na Venezuela é crítica há anos. Entre 2002 e maio de 2017, foram fechados 130 meios de comunicação, segundo a ONG Espaço Público. A censura, a perseguição judicial, as restrições legais e administrativas, as intimidações ou agressões são métodos que utilizam diversas instâncias do Estado da Venezuela para controlar e castigar jornalistas e meios de comunicação independentes e críticos ao regime, de acordo relatórios de diferentes entidades de defesa à livre expressão e aos direitos humanos, entre elas a Sociedade Internacional de Imprensa (SIP) e o Comitê de Proteção para os Jornalistas (CPJ). Além de violência a profissionais, o governo faz uso do aparato estatal para atacar a livre expressão.

Por meio da Corporación Maneiro, criada em 2013, por exemplo, o governo impede que insumos, especialmente o papel, cheguem com normalidade aos jornais de linha crítica, o que tem obrigado muitos jornais a deixarem de circular. A Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel), por sua vez, fecha empresas de rádio e TV alegando que estão na clandestinidade por não possuir autorizações que a própria comissão deveria ter dado há anos. As concessões não são renovadas como estratégia para ter um férreo controle sobre a mídia. Há ainda ataques cibernéticos à imprensa e a aos jornalistas, além do bloqueio das transmissões de sites na web.

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https://oglobo.globo.com/mundo/ong-acusa-venezuela-de-expulsar-jornalista-brasileiro-do-le-monde-21532259

Aprovada em 2013, a Lei Orgânica de Comunicação (LOC) do Equador sustenta um cenário de violação aos direitos de liberdade de imprensa no país, confirmando alerta feito por diferentes organizações na época em que a legislação passou a vigorar. Desde 25 de junho de 2013, dia em que a lei entrou em vigor, a Superintendência de Informação e Comunicação (Supercom) – entidade de controle dos meios de comunicação criada pelo LOC – processou 1.081 casos contra a mídia e jornalistas, dos quais 675 resultaram em penalidades, de acordo com informações da entidade.

Publicado em Jornal ANJ Online

A Venezuela viveu na segunda-feira (10) mais um dia de protestos da oposição, o quinto em  abril, contra o presidente Nicolás Maduro marcados por violência, feridos e, até agora, a morte de quatro pessoas, segundo relatos. Mas as informações são incertas, isso porque o governo chavista acirrou a censura e os ataques a jornalistas e veículos de comunicação, em uma ação que impede o relato dos fatos. Exemplo disso é um vídeo que capta o momento em que, nesta segunda-feira, em Caracas, a Polícia Bolivariana lança, desde um helicóptero, bombas de gás lacrimogênio – usadas de forma indiscriminada pelo governo nas manifestações e que, nesta semana, atingiram crianças, jornalistas e políticos. A defensoria pública rechaçou a ação, mas a gestão de Maduro alegou se tratar de imagem descontextualizada de um país em “normalidade”. No mesmo dia a coalizão opositora Mesa de la Unidad Democrática (MUD) informou ter contabilizado cerca de 200 feridos em protestos no país. A oposição voltará às ruas em 19 de abril.

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http://noticias.caracoltv.com/mundo/lluvia-de-gases-lacrimogenos-afecto-ninos-periodistas-y-lideres-politicos-en-venezuela

http://noticias.caracoltv.com/mundo/un-pais-en-total-normalidad-ministro-venezolano-tras-protestas-que-dejaron-15-heridos

Publicado em Jornal ANJ Online

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, deu mais um golpe na quase inexistente liberdade de imprensa no país. Na última sexta-feira (7), o mandatário chavista bloqueou os sinais das paginas da web Vivo Play, VPI Televisión e Capitolio TV, por meio da Comisión Nacional de Telecomunicaciones (Conatel). A medida, relatada pelo jornal espanhol El País, tinha como objetivo silenciar os três sites, os únicos que comunicavam sobre atividades da oposição e mantinham equipes ao vivo durante as manifestações ocorridas nos últimos dias. No entanto, pelo menos no caso de um deles, a censura foi vencida.

Nelson Hullet, cofundador do Vivo Play, contou ao El País que, para driblar o bloqueio (feito apenas para quem visita a página, www.vivoplay.net, desde a Venezuela) a equipe do site encontrou brechas tecnológicas e as vem divulgando nas redes sociais, para que o sinal seja captado pelos venezuelanos. A tática tem dado certo. No sábado (8), quando houve nova manifestação contra Maduro, o Vivo Play alcançou quase 25 milhões de reproduções. No momento, o site tem 250 mil assinantes e quase cinco milhões de usuários, quando somadas as pessoas que seguem a página nas redes sociais.

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http://internacional.elpais.com/internacional/2017/04/09/america/1491758601_504184.html

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