Desde junho, a Gazeta do Povo, do Paraná, transformou-se em um dos poucos jornais da América Latina a dedicar sua circulação diária somente ao digital, dentro do modelo mobile first e com foco nas assinaturas. Por isso, a iniciativa é um dos destaques da edição deste ano da conferência Digital Media LATAM, da Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN-IFRA), a ser realizada em Buenos Aires (Argentina), entre os dias 14 e 16 de novembro. 

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Os influentes jornais The Washington Post e The Wall Street Journal não são mais os principais concorrentes do não menos prestigioso The New York Times. Ao lado dos competidores tradicionais – muitas vezes à frente deles – estão empresas da web, como Google, Facebook, Netflix e Spotify, e publishers nativos da internet ou de fácil comunicação com os jovens (BuzzFeed e Vice, por exemplo).

A opinião é do diretor de Produto do diário com sede em Nova York, o jornalista Andrew Phelps, que está no centro das grandes transformações digitais promovidas nos últimos cinco anos pelo jornal norte-americano. As companhias com base em tecnologia, diz ele, competem por atenção e tempo.

As novas empresas de mídia, por sua vez, têm muito a ensinar aos publishers com origem no meio impresso, afirma Phelps em entrevista gravada em vídeo à Carolina Amoroso, do diário argentino La Nacion. “Seria uma tolice da nossa parte não aprender com todos esses nossos competidores digitais”, reforça.

Diário agora prioriza o leitor, mas ainda busca melhor diálogo

Phelps diz que o The New York Times avançou muito nos últimos anos em suas iniciativas digitais e obteve com isso grandes conquistas, entre elas a consolidação de um sistema paywall com mais de 2 milhões assinantes, além de 1 milhão de assinaturas da versão impressa).

Na mudança de modelo de negócio — daquele com base na publicidade, em queda, para o de conteúdo pago, em alta — o jornal passou a priorizar o leitor. Para Phelps, entretanto, o diário ainda não atingiu o ponto ideal de diálogo com seus leitores, em um ambiente de lógica online e dominado pelas empresas de tecnologia.

O diretor de Produto do diário norte-americano lembra que o jornal tem, provavelmente, a maior redação de notícias do mundo, com cerca de 1,3 mil pessoas, especialistas em várias áreas (muitos deles dando caráter de exclusividade e diferenciando e, dessa forma, sustentando novos produtos também com base em tecnologia, como os sites especializados) e jornalistas em diversas regiões mundo, inclusive correndo riscos nas principais zonas de conflito. “Não sei se todos os leitores sabem ou se sempre detectam que, atrás dessa empresa, há todas essas pessoas que têm de trabalhar muito para mostrar as histórias a eles”

Ao contrário, continua Phelps, Vice e BuzzFeed têm muito sucesso em uma conexão próxima com seus leitores. Vice, afirma, fala a mesma linguagem dos jovens, que se sentem representados pela publicação, enquanto o BuzzFeed aprendeu a arte de compartilhar em mídias sociais para, em seguida, começar a contratar jornalistas investigativos. “Talvez leve um tempo para que sejam considerados como uma empresa de notícias, mas publicaram muitas histórias que não foram contadas pelo The New York Times”, reconhece o jornalista.

Nada contará histórias tão bem como os humanos

Phelps, um dos autores do Innovation Report, documento do The New York Times elaborado para consumo interno que, depois de vazado, virou o principal guia de adaptação da mídia ao meio digital, diz acreditar que, apesar dos duros desafios no processo de transição, a tecnologia traz mais benefícios do que prejuízos ao jornalismo.

“Enquanto muitos se preocupam que haja robôs e inteligência artificial que podem substituir os humanos, creio que é muito positivo usar essas tecnologias para contar histórias que antes não podíamos contar”, afirma. “Nada substituirá o julgamento das pessoas ou contará histórias tão bem como os humanos. Mas se buscamos histórias novas nos dados e chegamos a públicos que antes não atingíamos, podemos usar as máquinas para ajudar a automatizar as partes burocráticas do jornalismo que não são tão importantes para contar as histórias e, assim, nos liberamos para dedicar mais tempo ao mais importante”.

Veja a entrevista completa no link abaixo:
http://www.lanacion.com.ar/2041779-andrew-phelps-cada-vez-que-trump-critica-al-new-york-times-la-cantidad-de-suscriptores-crece

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Pesquisa feita pela SEMrush, empresa mundial de marketing digital e fornecedora de ferramentas de monitoramento online, revela que o conteúdo de qualidade, fruto de jornalismo aprofundado e apresentado em longos textos engaja mais audiência que vídeos, utilizados de forma recorrente na busca por audiência online. Em análise de 12 fatores de influência em mais de 600 mil palavras-chave da base global da companhia, os vídeos ficaram na última posição, enquanto os conteúdos mais longos aparecem bem posicionados no índice de relevância. “Quando o conteúdo é bom, aumenta o tempo de permanência no site e tende a render links de referência, ótimos fatores de ranqueamento nos sites de busca. E escrever bastante na internet não é um problema, como se imaginava anteriormente”, enfatiza Maria Chizhikova Marques, coordenadora de Mercado Brasileiro da SEMrush.

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Encravada no Vale Europeu, região de Santa Catarina marcada pelas tradições dos imigrantes alemães, italianos e poloneses, a cidade de Brusque também é sede de um dos principais jornais locais do estado catarinense, O Município, que, aos 63 anos de atuação, mostra como as mídias locais podem se adaptar com sucesso ao meio digital, tal qual os diários regionais e nacionais. Com uma circulação que também chega aos municípios de Guabiruba, Botuverá, Nova Trento e São João Batista – um universo de quase 200 mil pessoas – o diário não se intimidou com os desafios online, opera no sistema mobile first há mais de um ano e meio, registra números recordes da audiência online, tanto em acessos no portal como em engajamento nas redes sociais, e se prepara para lançar seu sistema de paywall em breve, talvez já em agosto.

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Todos os dias, no fim da tarde, Jenny Buchholz escolhe quais as notícias serão destacadas na seção “As melhores” da homepage do jornal alemão Zeitung Suddeustche (SZ). Editora de marketing de texto, função criada pelo diário em 2015, Jenny também seleciona quais as histórias estarão disponíveis apenas para os assinantes premium da publicação, e quais podem aparecer para potenciais assinantes se forem editadas de um jeito convincente. Ao lado dela, está Andrea Landinger, que ajuda a refinar a cobertura para melhorar a otimização das buscas orgânicas no Google e níveis de cliques. O trabalho das duas, de acordo com o Nieman Lab (em texto traduzido e reproduzido pelo site Poder360), é parte importante de uma complexa estratégia de monetização do SZ, desde que o jornal lançou o seu modelo de assinaturas digitais, o SZ Plus.

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