Os publishers precisam se preparar para uma nova etapa no esforço de quebrar o duopólio Google-Facebook e não repetir equívocos que acabaram por fortalecer as duas mídias de base tecnológica. Vale a pena estudar a advertência, pois ela vem do CEO da Bloomberg Media, Justin Smith, uma das principais vozes a criticar, no passado recente, a onda que levou diversas companhias a distribuir seus conteúdos em ferramentas como Instant Articles (da rede social de Mark Zuckerberg) e o AMP (da empresa de buscas na web). Essa prática, de fato, engordou as receitas das duas empresas, enquanto as promessas de ganhos aos donos das informações não se concretizaram. Agora, na nova fase dessa disputa – que envolve cifras superiores a US$ 250 bilhões –, Smith diz que os publishers contam com alguns trunfos na manga que podem garantir a eles uma significativa fatia desse bolo. Para isso, entretanto, precisam seguir com rigor uma espécie de guia de sobrevivência.

Em recente exposição feita no evento anual promovido pelo site Digiday, o Digital Publishing Summit in Vail, Smith destacou que a revolução digital ainda está apenas no começo, uma vez que 65% da receita total de anúncios permanecem nas plataformas tradicionais – como as TVs e os jornais – e boa parte disso deve, aos poucos, migrar para o digital. Além do cenário em que cresce a pressão sobre Facebook e Google (até com boicote de grandes anunciantes, no caso da empresa de buscas), o CEO da Bloomberg, enfatizou que os publishers têm de colocar em prática ações que somente são possíveis para quem, como eles, possuem marcas fortes e de muita credibilidade.

Um dos conselhos de Smith é a diferenciação, com potencial para reverter uma situação na qual as plataformas tecnológicas transformaram os meios de comunicação em commodities, com todos produzindo o mesmo tipo de conteúdo. “[Ao contrário], é preciso produzir conteúdos que ninguém mais possui e, assim, converter as informações em leituras obrigatórias às audiências”. O CEO Bloomberg ressaltou que os publishers têm de potencializar suas marcas, manter uma relação direta com as audiências, permanecer exigentes com as plataformas tecnológicas e fazer o que elas não sabem. Precisam ainda deixar de depender da publicidade programática, trabalhar melhor com dados e traçar uma ótima estratégia de vídeo. Ao mesmo tempo, frisou Smith, o idelal é pensar globalmente, mas operar localmente ou fragmentar-se em nichos.

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Publicado em Jornal ANJ Online

Entidades representativas destacaram a  importância de o governo manter a desoneração da folha de pagamento do setor de comunicação. “A continuidade da desoneração para o setor de comunicação, incluindo os jornais, é fundamental para nosso setor”, disse o diretor-executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Ricardo Pedreira. Ele lembrou que o modelo de negócios da imprensa brasileira, cuja atividade é vital para a democracia, sofre concorrência desleal do duopólio formado por Google e Facebook. Apesar de atuarem como empresas de mídia, os gigantes digitais norte-americanos não são regrados como tal. “A desoneração permitirá continuarmos prestando serviço aos cidadãos com jornalismo de qualidade”, enfatizou Pedreira.

O diretor geral da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), Luis Roberto Antonik, ressaltou que a decisão do governo “reconhece a relevância do setor, especialmente como atividade intensiva na geração de mão de obra direta e de qualidade, e que, atualmente, enfrenta um processo custoso de modernização de suas atividades, com a digitalização da TV e a adaptação dos serviços de rádio do AM para o FM”.

Na semana passada, a administração federal anunciou um corte de R$ 42,1 bilhões nas despesas previstas no orçamento e a elevação dos impostos sobre a folha de pagamento das empresas de 50 setores da economia. Além da comunicação, a desoneração foi mantida para as áreas de transporte rodoviário coletivo de passageiros, de transporte ferroviário e metroviário de passageiros e de construção civil e obras de infraestrutura.

As mudanças anunciadas pelo governo estarão em medida provisória a ser publicada nos próximos dias. Em vigor desde 2011, a desoneração da folha atualmente beneficia 56 setores da economia. Ao comentar a manutenção da desoneração para alguns setores, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ressaltou que essas são áreas “altamente dependentes de mão de obra e vitais para a preservação da recuperação do emprego no país prevista para este ano”.

Publicado em Jornal ANJ Online

THE GUARDIAN – 12/06/2017

John Gallacher and Monica Kaminska

Social media plays a huge role in elections. But while Twitter allows access to its data, Facebook’s secrecy means the extent of its influence may never be known

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Publicado em Mídia Internacional
Os principais publishers europeus enviaram uma carta aberta ao Parlamento da União Europeia (UE) e ao Conselho Europeu na qual manifestam preocupação com as novas regras de privacidade online. Os mais de 30 signatários do documento – entre eles Financial Times, Daily Mail, The Telegraph, The Guardian, Le Monde, Die Zeit, Der Spiegel, La Repubblica e El País – dizem que as mudanças darão mais poder sobre a publicidade digital ao duopólio formado pelos gigantes de mídia e tecnologia Google e Facebook, além de outras, como Apple e Microsoft).
 
A nova legislação em estudo altera a obrigatoriedade da permissão dos internautas a cada site para o uso de cookies (arquivos que armazenam as referências de navegação) para uma autorização única e global numa interface via navegador. Na carta, os 33 publishers queixam-se que, com isso, perderão o controle de dados e terão limitadas as suas capacidades de fornecer ao público informações digital de alta qualidade, impedindo-os de operações personalizadas de marketing e serviços de publicidade. “Nós, meios de comunicação, utilizamos os dados gerados pelos nossos leitores para melhorar produtos e serviços, fornecendo informações e publicidade digital que é relevante a eles”, afirmam os publishers.
 
As empresas de mídia alegam ainda que a nova regulamentação reduzirá suas chances de elevar a receita por meio de publicidade, necessária para fazer bom jornalismo. Para eles, a posição dominante do Google e Facebook, que já controlam 20% do volume de negócios mundial, seria reforçada. Os publishers contam com o apoio da CEO do Conselho Europeu de imprensa, Angela Mills Wade. “A atual proposta cria um sistema único de autorização/interligação por meio de motores de busca que tornaria impossível aos publishers usarem as informações geradas pelos leitores para melhorar seus produtos e serviços e oferecer conteúdo relevante e, ao mesmo tempo, facilitaria ao gigantes de dados, Google e Facebook “, ressalta. “Se os publishers não gerenciarem diretamente o consentimento dos leitores será o fim do jogo”, alerta Angela.
 
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Publicado em Mídia Internacional
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