Entidades representativas destacaram a  importância de o governo manter a desoneração da folha de pagamento do setor de comunicação. “A continuidade da desoneração para o setor de comunicação, incluindo os jornais, é fundamental para nosso setor”, disse o diretor-executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Ricardo Pedreira. Ele lembrou que o modelo de negócios da imprensa brasileira, cuja atividade é vital para a democracia, sofre concorrência desleal do duopólio formado por Google e Facebook. Apesar de atuarem como empresas de mídia, os gigantes digitais norte-americanos não são regrados como tal. “A desoneração permitirá continuarmos prestando serviço aos cidadãos com jornalismo de qualidade”, enfatizou Pedreira.

O diretor geral da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), Luis Roberto Antonik, ressaltou que a decisão do governo “reconhece a relevância do setor, especialmente como atividade intensiva na geração de mão de obra direta e de qualidade, e que, atualmente, enfrenta um processo custoso de modernização de suas atividades, com a digitalização da TV e a adaptação dos serviços de rádio do AM para o FM”.

Na semana passada, a administração federal anunciou um corte de R$ 42,1 bilhões nas despesas previstas no orçamento e a elevação dos impostos sobre a folha de pagamento das empresas de 50 setores da economia. Além da comunicação, a desoneração foi mantida para as áreas de transporte rodoviário coletivo de passageiros, de transporte ferroviário e metroviário de passageiros e de construção civil e obras de infraestrutura.

As mudanças anunciadas pelo governo estarão em medida provisória a ser publicada nos próximos dias. Em vigor desde 2011, a desoneração da folha atualmente beneficia 56 setores da economia. Ao comentar a manutenção da desoneração para alguns setores, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ressaltou que essas são áreas “altamente dependentes de mão de obra e vitais para a preservação da recuperação do emprego no país prevista para este ano”.

Publicado em Jornal ANJ Online
Os principais publishers europeus enviaram uma carta aberta ao Parlamento da União Europeia (UE) e ao Conselho Europeu na qual manifestam preocupação com as novas regras de privacidade online. Os mais de 30 signatários do documento – entre eles Financial Times, Daily Mail, The Telegraph, The Guardian, Le Monde, Die Zeit, Der Spiegel, La Repubblica e El País – dizem que as mudanças darão mais poder sobre a publicidade digital ao duopólio formado pelos gigantes de mídia e tecnologia Google e Facebook, além de outras, como Apple e Microsoft).
 
A nova legislação em estudo altera a obrigatoriedade da permissão dos internautas a cada site para o uso de cookies (arquivos que armazenam as referências de navegação) para uma autorização única e global numa interface via navegador. Na carta, os 33 publishers queixam-se que, com isso, perderão o controle de dados e terão limitadas as suas capacidades de fornecer ao público informações digital de alta qualidade, impedindo-os de operações personalizadas de marketing e serviços de publicidade. “Nós, meios de comunicação, utilizamos os dados gerados pelos nossos leitores para melhorar produtos e serviços, fornecendo informações e publicidade digital que é relevante a eles”, afirmam os publishers.
 
As empresas de mídia alegam ainda que a nova regulamentação reduzirá suas chances de elevar a receita por meio de publicidade, necessária para fazer bom jornalismo. Para eles, a posição dominante do Google e Facebook, que já controlam 20% do volume de negócios mundial, seria reforçada. Os publishers contam com o apoio da CEO do Conselho Europeu de imprensa, Angela Mills Wade. “A atual proposta cria um sistema único de autorização/interligação por meio de motores de busca que tornaria impossível aos publishers usarem as informações geradas pelos leitores para melhorar seus produtos e serviços e oferecer conteúdo relevante e, ao mesmo tempo, facilitaria ao gigantes de dados, Google e Facebook “, ressalta. “Se os publishers não gerenciarem diretamente o consentimento dos leitores será o fim do jogo”, alerta Angela.
 
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Publicado em Mídia Internacional
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