As iniciativas da União Europeia (UE), que envolvem pesadas multas, e outras frentes de combate às práticas anticompetitivas do duopólio digital Google-Facebook e das demais empresas de tecnologia são pouco eficazes e atrasadas. Isso porque, alerta o especialista nas implicações sociais da tecnologia Evgeny Morozov, não estão centradas no que é mais importante: os dados. “Os dados não são como qualquer outra matéria prima, e os mercados de dados não são como qualquer outro mercado. É importante solucionar as compras na Internet, mas não se isso vier a acelerar a transição a uma forma perversa de feudalismo de dados, no qual o recurso mais importante pertence somente a uma ou duas empresas", afirma Morozov em artigo publicado pelo jornal espanhol El País.

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A reestruturação no modelo de negócio com base na cultura digital (que ganhou ênfase  a partir de 2012) é a base do crescimento sustentando na versão digital do jornal The New York Times, que anunciou nesta quinta-feira (27) ter registrado um dos melhores trimestres fiscais dos últimos anos. A principal estrela permanece sendo o modelo paywall do diário norte-americano. A receita com assinaturas digitais (atualmente 2,3 milhões, com presença em 195 países) atingiu US$ 83 milhões no segundo trimestre deste ano, 46% a mais do que no mesmo período de 2016, e superou pela primeira vez o faturamento com publicidade em mídia impressa (US$ 77 milhões).

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No novo mercado de mídia, marcado pela comunicação digital dominada pelo duopólio formado por Google e Facebook, publishers precisam deixar de lado a rivalidade competitiva e se unirem para superar os desafios comuns da indústria jornalística. Essa foi a defesa feita de forma enfática pelo CEO da NewsMediaWorks e News Corp Australasia, em discurso no Melbourne Press Club na última terça-feira (25). “Por definição, a indústria de mídia é competitiva. Isso é saudável. Mas aqui e agora precisamos de cooperação e competição. As linhas antigas de demarcação devem ser redesenhadas novamente. Não apenas para publishers, mas para televisão e rádio”, disse.

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Após um 2016 em que as meias-verdades se transformaram em mentiras corriqueiras e descaradas, em especial dos agentes políticos, muitos jornalistas e organizações de mídia permanecem inseguros sobre como devem combater a profusão de notícias falsas e cobrir pessoas poderosas que mentem. Em texto publicado pelo site britânico especializado Journalism, o jornalista, escritor e analista de mídia do Reino Unido, Phil Harding, ex-diretor de Política Editorial da BBC, detalha o atual cenário do fenômeno conhecido como pós-verdade e diz que é preciso mudar para que o jornalismo possa combater as falsidades. Harding esmiúça as principais frentes que podem ajudar jornalistas e empresas a vencer esse desafio, incluindo verificação de fatos; filtros às notícias falsas (nas mídias sociais e, também, nas companhias que produzem conteúdo); mudanças nos motores de busca na internet; coberturas jornalísticas mais próximas das pessoas; defesa dos princípios democráticos; e alfabetização midiática. Abaixo, um resumo do que sugere o jornalista.

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A mais recente pesquisa do Trusting News Project, do Reynolds Journalism Institute (EUA), revela que 70% dos entrevistados por 28 redações dos Estados Unidos disseram que apoiam financeiramente uma ou mais organizações de notícias. O resultado é surpreendente, uma vez que ainda predomina o entendimento de que as pessoas resistem a pagar por conteúdo diante de uma infinidade de fontes gratuitas de informação, mesmo que nem sempre confiáveis. O estudo, realizado por empresas de rádio, jornal, TV e digital, também verificou o grau de confiança das audiências em relação à mídia e, o mais importante, como é construída a relação de credibilidade entre o público e as companhias jornalísticas.

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