Assassinado na madrugada do último domingo (30), na localidade de Playas de Rosarito (no estado da Baixa Califórnia), o jornalista Luciano Rivera é o nono jornalista morto no México em 2017. Em comunicado, a Procuradoria-Geral da Justiça do Estado mexicano informou que o comunicador estava no interior de um bar quando foi abordado por cinco homens e, em seguida, alvejado por um tiro na cabeça. Rivera era repórter e apresentador na CNR TV e dirigia a edição impressa e digital da revista Dictamen. As autoridades não confirmaram se o crime está relacionado ao trabalho do jornalista.

Publicado em Jornal ANJ Online

Jornalistas do México exigiram nesta terça-feira (18) que o governo do presidente Enrique Peña Nieto investigue o ex-governador do estado de Veracruz, Javier Duarte, pelo assassinato de 18 profissionais de comunicação e pelo desaparecimento de mais três durante a sua gestão. Duarte foi extraditado nesta semana da Guatemala, após ser preso em 15 de abril, depois de fugir do México em outubro, acusado de crime organizado e operações com recursos ilícitos.

Esses crimes “não podem ficar impunes”, disse em comunicado a Red Veracruzana de Periodistas. Para a entidade, o ex-governador e “assim como os seus colaboradores mais próximos […], tiveram um alto grau de responsabilidade” nestes crimes, “tanto por ação como por omissão”. A nota afirma ainda que “nenhum dos delitos contra jornalistas veracruzanos foram esclarecidos e, enquanto Duarte foi governador (2010-2016), a procuradoria de Veracruz criminalizou as vítimas e nunca houve interesse em prender e castigar os autores intelectuais e materiais [dos crimes]”.

Desde 2000, mais de 100 jornalistas foram assassinados no México, 11 deles em 2016, um número recorde. A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) considera Veracruz uma das regiões mais perigosas do mundo para o exercício jornalístico. Em  2017, o México registra até o momento sete assassinatos de jornalistas.

Leia mais em:

http://www.telesurtv.net/news/Exigen-investigar-a-Duarte-por-muerte-de-periodistas-en-Mexico-20170718-0037.html

http://www.sinembargo.mx/18-07-2017/3265216

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) aproveitou a visita do presidente do México, Enrique Peña Nieto, a Paris, na França, para denunciar que o país latino-americano se converteu no “mais mortífero do mundo para os jornalistas”, com pelo menos sete assassinados até o momento neste ano. Em carta dirigida ao mandatário mexicano e divulgada nesta quinta-feira (6) o secretário geral da RSF, Christophe Deloire, destacou que o México, atualmente, “se coloca à frente da Síria, país oficialmente em guerra” no ranking de assassinatos de profissionais de comunicação.

Publicado em Jornal ANJ Online

Recente investigação do jornal The New York Times que revelou espionagem cibernética do governo do México a jornalistas, defensores dos direitos humanos e ativistas anticorrupção levou a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) a emitir nesta terça-feira (20) novo alerta contra uma prática que, infelizmente, tem se repetido em outros países das Américas. A entidade condenou a espionagem digital e a qualificou como “um sério atentado às liberdades de expressão e de imprensa; e aos direitos à privacidade e ao sigilo das fontes jornalísticas”.

O The New York Times mostrou, com base em informação e diferentes organizações, que o governo mexicano fez uso de um programa de ciberespionagem desenvolvido em Israel, o Pegasus, da empresa NSO Group, destinado a investigar criminosos e terroristas para espionar atividades legitimas. Entre os alvos estão, por exemplo, advogados do caso do desaparecimento de 43 estudantes, jornalistas críticos ao governo (entre eles, Carmen Aristegui, Rafael Cabrera e Sebastián Barragán) e um acadêmico responsável por um projeto de lei anticorrupção, assim como suas famílias. O software de espionagem utilizado permitiu acesso, entre 2015 e 2016, a chamadas telefônicas, a mensagens de texto, a correios eletrônicos e a microfones e câmeras de dispositivos móveis, entre outras formas de invasão.

A SIP tem denunciado casos semelhantes em diferentes países, como Argentina, Equador, Colômbia, Panamá, Venezuela e Estados Unidos. Em muitos deles, a espionagem é feita por órgãos estatais, que violam a Declaração de Princípios sobre a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos. O documento garante que “todo comunicador social tem direito a reserva de suas fontes de informação, anotações e arquivos pessoais e profissionais”. Além disso, esses direitos estão previstos na maioria das constituições dos países americanos.

Em nome da SIP, o presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa da entidade, Roberto Rock, enfatizou que, no caso do México, a prática de espionar a um cidadão sem justificativa e ordem judicial é uma prática criminosa, com punições de seis a doze anos de prisão.

Leia mais em:

http://www.sipiapa.org/notas/1211512-la-sip-condena-y-pide-detener-practica-espionaje-digital
http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,mexico-vigia-criticos-do-governo-com-software-que-hackeia-celulares,70001849650

Publicado em Jornal ANJ Online

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) lançar na próxima terça-feira (2) um relatório especial sobre como a impunidade endêmica sustenta a escalada de violência e morte contra jornalistas e mídia e as alternativas possível para dar um fim nessa tragédia.

O México é um dos mais perigosos do mundo para o exercício do jornalismo, onde grupos criminosos, agentes públicos corruptos e cartéis de drogas silenciam seus críticos. Desde 2010, o CPJ documentou mais de 50 casos de jornalistas e meios de trabalhadores que foram mortos ou desapareceram. A violência é particularmente mais evidente no estado de Veracruz, onde os ataques contra a imprensa ficaram impunes durante o mandato do ex-governador Javier Duarte de Ochoa, foragido da Justiça.
O relatório “Sem desculpas: México deve quebrar o ciclo de impunidade em assassinatos de jornalistas” será lançado um dia antes do Dia Mundial da Liberdade, em 3 de maio, em encontro que contará com um debate, na cidade de Veracruz, às 10 horas.

Publicado em Jornal ANJ Online
Página 1 de 2