O Facebook anunciou na semana passada que atualizará em breve seu algoritmo para dar prioridade aos links publicados no Feed de Notícias originários de sites que carreguem em maior velocidade no meio mobile. A empresa diz que a mudança deve melhorar a experiência do usuário, mas pode haver também outro motivador: valorizar o Instant Articles, em uma alteração que impacta o negócio de muitos publishers no meio mobile. “[Eles] podem ficar mais inclinados a usar o Instant Articles por medo de que, se não o fizerem, venham a prejudicar sua distribuição, avalia Kurt Wagner, editor sênior de mídia social do site especializado Recode.

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Desde junho, a Gazeta do Povo, do Paraná, transformou-se em um dos poucos jornais da América Latina a dedicar sua circulação diária somente ao digital, dentro do modelo mobile first e com foco nas assinaturas. Por isso, a iniciativa é um dos destaques da edição deste ano da conferência Digital Media LATAM, da Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN-IFRA), a ser realizada em Buenos Aires (Argentina), entre os dias 14 e 16 de novembro. 

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Os smartphones não representam apenas uma grande transformação na forma como as pessoas buscam informações atualmente, dando preferência ao meio digital e mobile. Esses pequenos equipamentos também estão ajudando os jornalistas a contar histórias em detalhes que antes talvez fosse impossível de fazer. Isso porque, conforme mostra recente pesquisa do Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo, da Universidade de Oxford (EUA), os entrevistados são menos intimidados por equipamentos de mão do que por grandes aparelhos e uma equipe de TV. De acordo com o jornalista finlandês Panu Karhunen, que liderou o estudo, o jornalismo móvel aumenta a “acessibilidade geral e fortalece as interações sociais”.

A pesquisa (Closer to the Story? Accessibility and Mobile Journalism) foi feita junto a repórteres de diferentes veículos, divididos em dois grupos que fizeram o mesmo número de entrevistas, mas com abordagem diferente. O grupo formado por profissionais atuando sozinhos com seus smartphones obteve uma taxa de retorno dos entrevistados de 33,5%. O outro, com entrevistas feitas por dois profissionais e câmera de TV, registrou índice menor, de 21%.

Por trás da diferença nos percentuais podem estar histórias fundamentais. É o caso das reportagens feitas por Yusuf Omar sobre sobreviventes de abusos sexuais, relatadas via Snapchat a partir do celular do jornalista. Outro exemplo do uso de smartphones para narrativas diferenciadas são os detalhes dramáticos da crise dos refugiados na Europa reproduzidos por veículos de comunicação como Bild, Time ou BBC. Outra característica do sistema mobile verificada pela pesquisa é que ele permite ao jornalista a produção de mais e melhor conteúdo, uma vez que permite a maior permanência do repórter nos locais onde relata os fatos.

Há também desvantagens. Uma delas é a pouca credibilidade transmitida pelo jornalista equipado apenas com o celular. Como os smartphones são muito populares, o jornalismo mobile é, às vezes, visto como menos profissional do que aquele que utiliza equipamentos como câmeras de TV. Além disso, existe perda de qualidade na imagem produzida a partir de um celular em relação a outros equipamentos de captação de imagem mais sofisticados.

Leia aqui o estudo na íntegra.

Leia mais em:

https://www.journalism.co.uk/news/mobile-journalism-helps-reporters-get-closer-to-the-story-new-reuters-research-finds/s2/a707282/

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O jornal The Wall Street Journal, de 128 anos de atuação, anunciou nesta quarta-feira (12) a reorganização da sua redação para transformar sua operação de notícias em uma sistema mobile first, que prioriza a produção e distribuição de conteúdo no meio móvel, em especial os smartphones. “Eventualmente é hora de derrubar a estrutura antiga e construir uma nova”, escreveu o editor-chefe do jornal, Gerard Baker, em memorando à equipe no qual detalha as mudanças, voltadas à promoção de mais iniciativas digitais. Entre as mexidas, está a criação de novos cargos sênior, incluindo editores de notícias; de planejamento de notícias; de análise métrica e de audiência; e de estratégia de conteúdo digital. O editor-chefe adjunto, Matt Murray, passa a responder como editor-executivo. Baker afirmou que, inicialmente, a remodelação não prevê corte na redação, de quase 1,3 mil profissionais.

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Encravada no Vale Europeu, região de Santa Catarina marcada pelas tradições dos imigrantes alemães, italianos e poloneses, a cidade de Brusque também é sede de um dos principais jornais locais do estado catarinense, O Município, que, aos 63 anos de atuação, mostra como as mídias locais podem se adaptar com sucesso ao meio digital, tal qual os diários regionais e nacionais. Com uma circulação que também chega aos municípios de Guabiruba, Botuverá, Nova Trento e São João Batista – um universo de quase 200 mil pessoas – o diário não se intimidou com os desafios online, opera no sistema mobile first há mais de um ano e meio, registra números recordes da audiência online, tanto em acessos no portal como em engajamento nas redes sociais, e se prepara para lançar seu sistema de paywall em breve, talvez já em agosto.

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