O problema das notícias falsas potencializadas na web é global e, apesar de significativas reações para neutralizá-lo – em especial as que envolvem o jornalismo qualificado, principal arma contra as falsidades – vai se agravar. A projeção é de Charlie Beckett, jornalista, professor de mídia da London School of Economics and Political Science (LSE), da Universidade de Londres, e diretor da think-tank Polis. Para enfrentar o que está por vir, defende, é necessário estabelecer com urgência uma nova agenda do jornalismo contra as fake news, com base na verdade, na confiança e na tecnologia. Nessa mudança, afirma o especialista, é preciso do bom jornalismo, mas reinventado, de forma que faça parte das vidas emocionais e materiais dos cidadãos no meio online.

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Jornalismo de qualidade é a melhor arma contra o fenômeno global da propagação de notícias falsas na web, defendeu nesta quarta-feira (9), em Florianópolis (SC), o jornalista Carlos Müller, consultor da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT). “Notícias falsas sempre existiram, mas adquiriram uma dimensão muito grande no fim do ano passado, quando deram uma contribuição à eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos”, afirmou Müller em palestras para equipes dos grupos de comunicação NSC (ex-RBS-SC) e RIC e, também, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Hoje, assinalou, a diferença é que as notícias falsas são produzidas e propagadas de forma industrial, com modelo de negócio sustentável, rentável, e que vai muito além do aspecto pontual e de interesse imediato.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inaugurou uma nova frente de embate à imprensa e, ao mesmo tempo, iniciou uma prática que lembra a propaganda dos países autoritários. Com fundos arrecadados por sua campanha, o mandatário norte-americano criou um boletim semanal publicado aos domingos no Facebook. Em um vídeo que imita informativos de televisão, o “Notícias da semana” divulga somente informações favoráveis a Trump, além de elogios, e conta com o provocativo slogan “Estas são as notícias reais”.

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As notícias falsas e a propaganda continuam a minar as democracias, até mesmo nos Estados Unidos, onde o presidente Donald Trump permanece incentivando sua realidade alternativa e em guerra à imprensa. No entanto, quanto mais o mandatário norte-americano ataca, os jornais ganham credibilidade, audiência e assinantes. Trata-se de um momento único para conhecer de perto algumas das principais redações dos Estados Unidos, cujo papel verificador de fatos ganhou ainda mais relevância. Por isso, o Fórum Mundial de Editores promove, entre 23 e 27 de outubro, dição do Super Social Newsroom Study Tour com vistas em redações da Whashignton e Nova York, como as do The Washington Post, do Quartz e do USA Today. Na turnê de cinco dias, será possível testemunhar como principais organizações de notícias estão lutando contra as mentiras, colocando maior foco no jornalismo investigativo e melhorando processos com base em tecnologia. Inscreva-se.

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O jornalismo começa a reverter o que parecia ser uma derrota certa diante do acelerado ritmo de propagação das notícias falsas e de um mercado digital dominado pelo duopólio formado por Google e Facebook. Agora, destaca o presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Marcelo Rech, a atividade jornalística volta “a andar de cabeça em pé” graças a um embrionário processo de reconhecimento de que a profissão é a mediadora entre fatos e fenômenos com o público, valendo-se dos relatos mais fidedignos possíveis e da pluralidade de visões”.

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