A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) expressou nesta quinta-feira (27) sua profunda preocupação com o agravamento da violência e da repressão governo de Nicolás Maduro nos protestos do últimos dias na Venezuela, também dirigidos ao trabalho dos meios de comunicação e de jornalistas nacionais e internacionais.

Desde que manifestações da oposição começaram, no final de março, pelo menos 29 pessoas morreram. De acordo com o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP), entre 31 de Março e 25 de Abril, 106 trabalhadores da mídia foram fisicamente e verbalmente agredido, roubados e atacado durante a cobertura de notícias de manifestações. Entre esses contratempos, 14 jornalistas foram detidos.

“Estamos atentos ao clima de violência e repressão exercida pelo governo, as forças de segurança e grupos paraestatais, que estão causando estragos”, disse o presidente da SIP, Matt Sanders. No entendimento da entidade, os jornalistas e os meios de comunicação são parte do dano colateral de tal violência, fruto da inclinação do regime venezuelano pelo cerceamento da liberdade de expressão e por uso de propaganda como arma de desinformação.

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Após missão realizada durante esta semana, a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) informou nesta quinta-feira (4) que o Peru pode inaugurar uma nova época para as liberdades de imprensa e de expressão. O grupo de dirigentes da SIP, liderado pelo seu presidente, Matt Sanders, obteve compromissos positivos das autoridades do país sobre a violência contra jornalistas (agravada pela impunidade de assassinatos), a descriminalização da difamação e a propriedade dos meios de comunicação. Também houve avanços nos debates sobre vários projetos de lei que promovem medidas confiscatórias e a intromissão nas decisões editoriais e na independência da mídia.

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A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) voltou a denunciar nesta quinta-feira (20) o uso da Lei Orgânica de Comunicação do Equador, por parte do presidente Rafael Correa, como arma de perseguição e intimidação aos meios de comunicação do país. Desta vez, a entidade hemisférica alertou a comunidade internacional para uma ação que qualificou como insólita: um processo aberto pela Superintendência de Informação e Comunicação (Supercom) contra  veículos equatorianos por não terem reproduzido notícias publicadas por um jornal argentino contra o candidato da oposição, Guillermo Lasso, derrotado na recente eleição presidencial.

A ação governista tem origem no que disse Correa durante a transmissão de um de seus programas de rádio e televisão transmitidos aos sábados, ainda durante o processo eleitoral. O presidente disse que vários meios de comunicação equatorianos não reproduziram notícias do diário Página 12, de Buenos Aires, que acusam o oposicionista de possuir empresas offshore e de irregularidades financeiras. O Observatório Cidadão por uma Comunicação com Qualidade, outra organização do aparato repressor do governo do Equador, denunciou os diários El Universo, El Comercio, La Hora e Expreso, bem como as emissoras Televicentro, Ecuavisa e Teleamazonas, por censura prévia ao não reproduzirem as informações do jornal argentino.

“Estamos diante um caso insólito em que se usa a lei da mordaça do Equador para castigar por omissão os meios do país. Pese que o presidente Correa invoca o tema de censura prévia, o que estamos vendo é como se viola sistematicamente o direito dos meios a sua liberdade de critério editorial”, disse o presidente da SIP, Matt Sanders. Roberto Rock, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, afirmou que pelo governo de Correa, “os meios equatorianos deveriam informar tudo o que se publica no mundo a favor dele e silenciar o que se critica. A SIP sustenta que a Lei Orgânica de Comunicação do Equador é uma legislação autoritária que tem muitas “sutilezas úteis” para legitimar a censura e proteger o governo com base nas constantes reprimendas, multas e sanções à mídia. No entendimento da entidade, a lei é a pior criada na etapa democrática da América Latina, violando de formas sistemática a liberdade de imprensa”.

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O presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Matt Sanders, lembrou nesta quarta-feira (3) em Lima, no Peru, que as liberdades de expressão e de imprensa e o direito das pessoas à informação precisam de apoio e constante vigilância, mesmo em países com níveis elevados de democracia. “Estas liberdades são simplesmente uma aspiração, porque, apesar de estarem previstas as constituições de todos os países, é preciso trabalhar para que possam ser estabelecidas de forma concreta em nossas sociedades”, disse Sanders em cerimônia por ocasião da celebração do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. No evento, o presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski, assinou a Declaração de Chapultepec, conjunto de princípios sobre as liberdades de expressão e de imprensa

O presidente da SIP argumentou ainda que a era digital marca um grande progresso para a comunicação, mas também representa novos desafios em que “temos de estar vigilantes para combater tanto o bullying nas redes sociais, ataques cibernéticos contra os meios de comunicação, empresas, governos , propaganda e desinformação, entre outros “. No entanto, Sanders ressaltou estar convicto que a humanidade vive “um momento extraordinário da revolução da comunicação”, no qual as vantagens de conexões digitais são maiores do que as desvantagens. O presidente da SIP pediu também unidade a todos os jornalistas e meios de comunicação para o fortalecimento da luta pelo direito ao acesso à informação por meio de um “caminho livre, diversificado e pluralista.”

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A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) rechaçou no fim da semana passada a crescente onda de violações do governo Nicolás Maduro contra jornalistas e veículos de comunicação. Na última terça-feira (11), os jornalistas franceses Sebastián Pérez e Didier Barral, da agência fotográfica CAPA, foram detidos pelo Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin). No dia seguinte (12), o canal internacional de notícias TV Venezuela denunciou que seguidores do chavismo agrediram, ameaçaram e destruíram equipamentos da repórter Mary Triny Mena e do cinegrafista Ademar Dona.

O presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, Roberto Rock, expressou sua “mais profunda condenação à escalada de violência a jornalistas e meios que vêm sendo atacados, ameaçados e intimidados por exercerem seu ofício”. Os profissionais e as empresas, disse, “estão indefesos diante de um Estado que os acusa de ser fonte dos males do país, o que incentiva e justifica esses ataques”.  A organização hemisférica comprometeu-se a exortar a comunidade internacional a seguir denunciando a grave situação que vive a Venezuela.

O Instituto Prensa y Sociedad Venezuela (IPYS) informou que, entre 28 de março e 8 de abril, registrou no país ao menos 25 limitações à cobertura jornalística de assuntos de interesse público, 19 agressões físicas, 11 intimidações, 4 ataques contra equipes de trabalho, 3 detenções arbitrárias, 3 roubos e um ataque contra a sede de um meio de comunicação.

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