Aprovada na semana passada, a nova resolução da Organização dos Estados Americanos (OEA) em defesa da livre expressão e dos jornalistas foi comemorada nesta quinta-feira (29) pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). A entidade, entretanto, alertou para a necessidade de os governos adotarem na prática as recomendações, pois do contrário não haverá avanços. “As resoluções não são suficientes se não existe vontade política para levá-las adiante; implementá-las na prática com recursos econômicos e humanos”, disseram, em nota, Matt Sanders, presidente da SIP, Roberto Rock, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da entidade. “Se tudo permanecer em declarações, estaremos frente a um novo atalho demagógico no qual os governos somente falam, mas não atuam. É tempo de agir”, advertiram.

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Realizada entre 21 e 23 de junho, em Miami (EUA), a terceira edição da Conferência Hemisférica de Meios de Comunicação e Serviços Digitais, a SIPConnect 2017, mostrou que os publishers das Américas conseguiram imprimir um ritmo mais acelerado na adaptação de seus negócios à era digital. “A diferença entre esta SIPConnect e as anteriores é que o medo e a incerteza se dissiparam um pouco mais. Agora se entende melhor as tecnologias e o lema é monetizar e [buscar] sustentabilidade”, sintetizou o diretor executivo da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) – organizadora do encontro –, Ricardo Trotti.

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A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) integrou-se ao Projeto de Jornalismo do Facebook. A iniciativa, que conta com uma página dentro da plataforma da empresa norte-americana na internet, proporciona capacitação e oferece ferramentas aos jornalistas. Umas delas é o guia de segurança no Facebook, que aborda temas como privacidade; moderação de comentários; bloqueio de perseguição e hackeamento; e denúncias sobre abusos e clonagem de perfil de usuário.

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A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) instou nesta sexta-feira (23) o Ministério Público (MP) do Panamá a garantir transparência e respeito aos princípios da liberdade de imprensa durante investigação anunciada na quinta-feira (22) sobre supostas irregularidades na aquisição de uma empresa que agrupa vários veículos de comunicação. “Confiamos que o processo judicial se desenvolva com imparcialidade e total apego às leis e à Constituição do país”, disse o presidente da SIP, Matt Sanders. Em nota oficial, o MP do Panamá informou que a Procuradoria contra o Crime Organizado abriu una investigação por crime contra a ordem econômica em uma transação envolvendo a venda de uma companhia de mídia, mas não a identificou. Especula-se que seja o Grupo Epasa, que edita os diários Panamá-América, Crítica e Día a Día.

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http://www.sipiapa.org/notas/1211529-panama-la-sip-pide-respeto-la-libertad-prensa-investigaciones-judiciales

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Recente investigação do jornal The New York Times que revelou espionagem cibernética do governo do México a jornalistas, defensores dos direitos humanos e ativistas anticorrupção levou a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) a emitir nesta terça-feira (20) novo alerta contra uma prática que, infelizmente, tem se repetido em outros países das Américas. A entidade condenou a espionagem digital e a qualificou como “um sério atentado às liberdades de expressão e de imprensa; e aos direitos à privacidade e ao sigilo das fontes jornalísticas”.

O The New York Times mostrou, com base em informação e diferentes organizações, que o governo mexicano fez uso de um programa de ciberespionagem desenvolvido em Israel, o Pegasus, da empresa NSO Group, destinado a investigar criminosos e terroristas para espionar atividades legitimas. Entre os alvos estão, por exemplo, advogados do caso do desaparecimento de 43 estudantes, jornalistas críticos ao governo (entre eles, Carmen Aristegui, Rafael Cabrera e Sebastián Barragán) e um acadêmico responsável por um projeto de lei anticorrupção, assim como suas famílias. O software de espionagem utilizado permitiu acesso, entre 2015 e 2016, a chamadas telefônicas, a mensagens de texto, a correios eletrônicos e a microfones e câmeras de dispositivos móveis, entre outras formas de invasão.

A SIP tem denunciado casos semelhantes em diferentes países, como Argentina, Equador, Colômbia, Panamá, Venezuela e Estados Unidos. Em muitos deles, a espionagem é feita por órgãos estatais, que violam a Declaração de Princípios sobre a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos. O documento garante que “todo comunicador social tem direito a reserva de suas fontes de informação, anotações e arquivos pessoais e profissionais”. Além disso, esses direitos estão previstos na maioria das constituições dos países americanos.

Em nome da SIP, o presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa da entidade, Roberto Rock, enfatizou que, no caso do México, a prática de espionar a um cidadão sem justificativa e ordem judicial é uma prática criminosa, com punições de seis a doze anos de prisão.

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http://www.sipiapa.org/notas/1211512-la-sip-condena-y-pide-detener-practica-espionaje-digital
http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,mexico-vigia-criticos-do-governo-com-software-que-hackeia-celulares,70001849650

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