Diretores de dez meios regionais do México e representantes da Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN-IFRA na sigla em inglês) manifestaram nesta semana à autoridades do país “profunda desconfiança” com a com a criação de unidades em nível estadual para proteção a jornalistas. O mecanismo é uma das medidas anunciadas em 17 de maio pelo governo federal para enfrentar a crise de segurança que afeta há anos a comunidade jornalística mexicana.

“Os meios de comunicação das províncias tendem a ser os mais vulneráveis ​​na crise atual da violência que atravessa a imprensa mexicana”, disse Rodrigo Bonilla, gerente para a América Latina da WAN-IFRA. “Vemos com muito ceticismo a decisão de incorporar as autoridades estaduais no trabalho de proteção, não só porque estes têm falhado consistentemente em seu papel da aplicação da lei, mas têm sido repetidamente envolvidos nos ataques aos jornalistas e meios de meios de comunicação”, reforçou ele em reunião com representantes da Secretaria de Governo (SEGOB) e da Procuradoria Geral da República (PGR).

No encontro, os jornalistas afirmaram que a crise que os afeta é resultado não só de violência das drogas presente em muitas partes do país, mas também da relação de hostilidade com a imprensa das autoridades municipais e estaduais, apesar da existência do mecanismo federal para a proteção de jornalistas e defensores dos direitos humanos e da Promotoria Especial para a Atenção a Delitos contra a Liberdade de Expressão (FEADLE), além de várias agências e protocolos em nível estadual.

Leia mais em:

https://blog.wan-ifra.org/2017/05/30/medios-regionales-expresan-desconfianza-ante-respuesta-oficial-a-crisis-de-libertad-de-ex

Publicado em Jornal ANJ Online

A Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN-IFRA) e o Fórum Mundial de Editores (WEF) solicitaram nesta terça-feira (2) uma reunião com o presidente do México, Enrique Peña Nieto, e outras autoridades mexicanas para discutir a grave crise de insegurança e a impunidade que ameaça a vida e o trabalho dos jornalistas no país. Em carta enviada ao mandatário mexicano, as duas entidades lembraram que, em menos de dois meses, quatro jornalistas foram assassinados no México: Maximino Rodríguez, Miroslava Breach, Ricardo Monlui e Cecilio Pineda. O México é atualmente, de acordo com as duas entidades, o país sem conflito armado mais perigoso para se exercer o jornalismo em todo o mundo.

Assinada pelo presidente e pelo vice-presidente da WAN-IFRA, Tomas Brunegård e Michael Golden, respectivamente, e pelo presidente do WEF, Marcelo Rech (também presidente da Associação Nacional de Jornais, ANJ), a carta afirma que “metade das agressões a jornalistas são instrumentadas por agentes públicos do Estado mexicano” e pede ao governo reforço dos mecanismos de proteção a comunicadores e defensores dos direitos humanos, uma vez que o sistema atual não tem a capacidade de deter esses crimes e não é suficiente para garantir a liberdade de imprensa.

Leia mais em:

http://www.wan-ifra.org/es/articles/2017/05/02/prensa-internacional-exige-a-las-autoridades-mexicanas-a-atender-la-crisis-de-se

Publicado em Jornal ANJ Online
Página 2 de 2