Notícias falsas reforçam confiança no jornalismo profissional, com destaque para os jornais Reprodução

Notícias falsas reforçam confiança no jornalismo profissional, com destaque para os jornais

As notícias falsas propagadas na internet resultaram em maior confiança na atividade jornalística profissional, com destaque para jornais e outras publicações impressas. Recente pesquisa da Consultoria Kantar, feita junto a 8 mil pessoas no Brasil, Estados Unidos, França e Reino Unido, indica que prevalece a opinião (73%) de que ‘jornalismo de qualidade é fundamental para uma democracia saudável’. Segundo o estudo, a reputação dos títulos impressos demonstrou forte resistência: mais de três quartos dos consumidores de notícias disseram confiar nesse tipo de mídia ‘igual’ ou ‘mais’ que antes do fenômeno das ‘fake news’.

Entre os entrevistados, 40% compraram um jornal na última semana e 29% efetuaram um pagamento online no último ano. Onde existe ‘confiança nos jornais’, isto sobe para 56% e 42%, respectivamente. “Fortalecer a confiança com base nas credenciais de confiabilidade – alavancadas a partir da reputação pela qualidade e profundidade da análise – é potencialmente um futuro caminho para os meios de comunicação tradicionais”, diz Sônia Bueno, presidente da Kantar no Brasil.

Há também, conforme a pesquisa, uma clara oportunidade de crescimento no desenvolvimento de modelos de assinatura para a faixa etária até 35 anos, que expressa maior propensão a pagar por notícias além do formato impresso, desde que ao preço certo. O estudo mostra que 42% dos entrevistados de 18 a 34 anos pagaram por algum tipo de conteúdo no último ano. Há ainda um interesse maior por notícias entre os consumidores desta faixa etária: 49% dos entrevistados usam mais fontes de notícias do que há um ano.

A presidente da Kantar no Brasil diz que há ainda uma bifurcação offline/online em relação a conteúdo pago, determinada por idade. No online, 42% da faixa etária até 35 anos pagaram por notícias online no último ano em comparação a apenas 18% da faixa etária com 55 anos ou mais. No offline, 48% da faixa etária com 55 anos ou mais compraram um jornal na última semana, em comparação a 38% da faixa etária até 35 anos. Na demografia mais jovem, 17% da faixa etária até 35 anos pagariam por notícias digitais se fosse menos caro. "Este é o grupo demográfico para quem, em entretenimento, modelos baseados em assinatura estão se tornando comuns (como é o caso de Netflix, Spotify, etc.)", ressalta Bueno.

O engajamento com notícias – online e offline – de todas as faixas etárias, diz a presidente da Kantar Brasil, sugere que existe oportunidade para que experiências online/offline totalmente integradas alavanquem receitas adicionais.

Leia mais em:

http://br.kantar.com/tecnologia/comportamento/2017/trust-in-news-confianca-nas-noticias-estudo-kantar/

http://www.anj.org.br/site/notmenu/73-jornal-anj-online/3054-fenomeno-das-noticias-falsas-reforca-confianca-no-jornalismo-e-afeta-credibilidade-das-redes-sociais-diz-pesquisa.html