Violência extremada contra jornalistas nas Américas é tema da Assembleia Geral da SIP

Violência extremada contra jornalistas nas Américas é tema da Assembleia Geral da SIP

A escalada da violência contra jornalistas nas Américas será um dos temas centrais da Assembleia Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), de 19 a 22 de outubro, em Salta, na Argentina. Somente neste ano, segundo a entidade, há registro de 29 assassinatos de comunicadores no hemisfério americano, um dos números mais altos dos últimos anos. Entre janeiro e outubro de 2018, diz a SIP, foram mortos onze jornalistas mexicanos, seis norte-americanos, quatro brasileiros, três equatorianos, dois colombianos, dois guatemaltecos e um nicaraguense. Segue desaparecido um fotojornalista haitiano.

"O assassinato é o ápice dos atos de violência contra a imprensa que, em muitas ocasiões, se inicia com ameaças e agressões físicas", diz Gustavo Mohme, presidente da SIP. A proteção dos jornalistas e a solução judicial desses casos, afirma, é um tema de alta prioridade para a organização. "A impunidade presente em mais de 90% dos casos de agressões e dos assassinatos agrava a sensação de desproteção dos jornalistas, principalmente daqueles que trabalham nas regiões localizadas no interior dos países”, alerta Mohme. "Somente as investigações diligentes, independentes, exaustivas e técnicas podem reduzir o flagelo da impunidade".

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