NYT ultrapassa 3 milhões de assinaturas digitais e deve encerrar 2018 com resultados para o meio online acima da expectativa Reprodução

NYT ultrapassa 3 milhões de assinaturas digitais e deve encerrar 2018 com resultados para o meio online acima da expectativa

Classificado insistentemente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como “falido”, o The New York Times voltou a apresentar nesta quarta-feira (1) números que mostram o quão acertada é sua estratégia de adaptação à era digital, sem desprezar o o impresso, iniciada em 2011. O resultado do terceiro trimestre do jornal revela como as assinaturas online se transformaram no principal fator de monetização do jornal – com espaço para mais crescimento – e, segundo analistas, deve servir de inspiração para os mais de mil diários norte-americanos, a maioria deles enfrentando enormes dificuldades em seus negócios. 

Ao analisar os resultados divulgados hoje, Joshua Benton, jornalista e pesquisador do Nieman Lab, fez uma projeção que demonstra a bem-sucedida investida do The New York Times no digital, ainda a grande fatia da publicidade nesse meio fique nas mãos de empresas como Google e Facebook. “A receita de assinatura digital alcançou US$ 100 milhões pela primeira vez em um trimestre e provavelmente atingirá US$ 400 milhões neste ano. Acrescente US$ 200 milhões ou mais a partir do anúncio digital deste ano – basicamente estável ano a ano – e o Times provavelmente deverá passar de US$ 600 milhões em receita digital em 2018”, estimou. O número é muito significativo quando se avalia a meta definida pelo jornal há três anos: dobrar as receitas digitais totais de US$ 400 milhões a US$ 800 milhões em 2020.

Entre julho e setembro, o The New York Times angariou 203 mil novos assinantes digitais a uma carteira que agora soma 3,1 milhões de assinaturas. Contando com as edições impressas, o diário tem agora 4 milhões de assinantes. "Neste trimestre, as receitas de assinatura representaram quase dois terços das receitas da companhia. Estamos investindo agressivamente em nosso jornalismo, produto e marketing; e vendo resultados tangíveis em nosso crescimento digital”, comemorou Mark Thompson, CEO da The New York Times Company. 

A contribuição dos assinantes digitais é decisiva para compensar os declínios da circulação em papel e os obstáculos à publicidade em geral. Impulsionadas pelo desempenho digital, as receitas totais no trimestre cresceram 8%, para US$ 417 milhões, em relação ao mesmo período do ano passado. 

O jornal também alimenta esperanças nos anúncios online. No terceiro trimestre, houve um aumento de 7% na publicidade total em relação ao mesmo período do ano anterior, liderada pelo setor digital. “Como esperado, estamos vendo uma segunda metade do ano muito mais forte. Tivemos um excepcional terceiro trimestre com a publicidade digital crescendo 17%”, enfatizou Thompson. Contudo, as receitas de anúncios nos primeiros nove meses do ano caíram 2,5%, e a empresa disse que espera que a receita publicitária se mantenha estável no quarto trimestre.

O The New York Times relatou que, de julho a setembro, houve lucro líquido de US$ 24,9 milhões de dólares no trimestre, abaixo dos US$ 36 milhões do mesmo período do ano anterior.

Leia mais em:

https://investors.nytco.com/press/press-releases/press-release-details/2018/The-New-York-Times-Company-Reports-2018-Third-Quarter-Results/default.aspx

HTTPS://WWW.REUTERS.COM/ARTICLE/US-NEW-YORK-TIMES-RESULTS/FAILING-NO-SAYS-NEW-YORK-TIMES-AFTER-ONLINE-BOOST-IDUSKCN1N64Y4

http://www.niemanlab.org/2018/11/the-new-york-times-is-on-pace-to-earn-more-than-600-million-in-digital-this-year-halfway-to-its-ambitious-goal/?utm_source=Daily+Lab+email+list&utm_ca