Com 4 milhões de assinantes, NYT unifica ações de diferentes áreas e mantém “governança de dados” para engajar e buscar mais assinaturas digitais Reprodução/WAN-IFRA

Com 4 milhões de assinantes, NYT unifica ações de diferentes áreas e mantém “governança de dados” para engajar e buscar mais assinaturas digitais

O diário norte-americano The New York Times tem um ambicioso plano de incremento em suas assinaturas digitais, cuja pedra angular é a credibilidade do seu jornalismo. O veículo ultrapassou recentemente a marca de 4 milhões de assinantes; 3 milhões deles apenas online. A iniciativa bem-sucedida, entretanto, passa necessariamente por aproveitar ao máximo a confiabilidade das pessoas na produção jornalística da Gray Lady (Dama Cinza), como também é conhecido do jornal. Isso envolve sinergia diária entre diferentes setores do jornal na tarefa de analisar e usar corretamente dados coletados pela empresa. “É importante criar normas, uma arquitetura de dados e uma moeda comum [em todo o veículo] para poder conquistar uma verdadeira ‘governança de dados”, diz Aram Chekijian, vice-presidente de dados e percepção do consumidor do The New York Times.

Uma das uniões mais importantes promovidas pelo diário nova-iorquino resultou na criação de uma estrutura de análise de dados de seus leitores e potenciais clientes, na qual a redação e a área que esmiúça as informações, em diferentes meios e plataformas, atuam lado a lado. O bom funcionamento dessa interação, depende da implantação na empresa de uma “educação de dados” para que se possa aplicar uma interpretação dessas informações, afirma o executivo, que ministrou palestra durante a mais recente edição Digital Media LATAM – da Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN-IFRA), encerrada no último dia 16.

No The New York Times, a equipe de análise de dados e a redação atualmente formam uma mesma organização. Dessa forma, os dados são avaliados em maior quantidade e, também, com mais qualidade. “São revisados desde os tweets de [Donald] Trump a partir da Casa Branca até o número de interações que tem cada artigo publicado”, diz Chekijian.

No esforço conjunto, jornalistas e outros técnicos utilizam análise preditiva em plataformas como “Stela” que permitem não apenas identificar o grau de engajamento de um artigo, mas interpretar onde está o melhor desempenho entre diferentes mídias interativas na web, como Twitter, Facebook ou Instagram. Com isso, o jornal consegue dirigir o conteúdo mais adequado para cada plataforma.

“Contamos com monitoramento contínuo, mapa de calor dos desempenhos e tracking de cada um dos canais de comunicação, que também nos possibilita detectar o que está se falando online em cada plataformas específica”, destaca Chekijian. “Temos ainda uma detecção de anomalias em tempo real para prever possíveis problemas de fechamento. E um sistema interno de dados dos assinantes, que assegura que a qualidade [e privacidade] do uso dessas informações seja mantida”.

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