Financial Times estimula jornalistas a ouvir fontes femininas e quer mais mulheres entre seus leitores Reprodução/Medium

Financial Times estimula jornalistas a ouvir fontes femininas e quer mais mulheres entre seus leitores

O jornal britânico Financial Times criou uma ferramenta digital – "She Said He Said" (ela disse ele disse) – para encorajar jornalistas a equilibrar a diversidade das fontes consultadas para reportagens. O sistema, elaborado a partir da informação segundo a qual apenas 21% das fontes ouvidas são mulheres, informou a Folha de S.Paulo, determina o gênero do especialista consultado com base em nomes e pronomes usados nas reportagens. Quando há poucas mulheres, os editores de cada seção do jornal são alertados sobre a discrepância. O jornal, que cobre muitas áreas e indústrias ainda dominadas por homens, afirmou em comunicado que o objetivo também é atrair mais leitoras do sexo feminino, que se identificam mais com textos que incluem citações de mulheres.

Os esforços para atrair o público feminino levaram o jornal a aumentar a proporção de colunistas de opinião mulheres entre março e agosto: foi de 20% para 30%. Antes do recurso mais recente, o Financial Times havia lançado o Projeto JanetBot, para identificar a quantidade de mulheres em imagens na página inicial do jornal, e o Projeto XX, com o objetivo de produzir conteúdos específicos para o público feminino. O próximo passo é lançar um recurso para detectar o desequilíbrio de fontes antes da publicação dos textos, ainda segundo a Folha de S.Paulo.

A repórter do The Guardian Kathleen McLaughlin escreveu que "adora ver o Financial Times dando passos tangíveis para aumentar a representação em suas páginas". Já Claire Phipps, também do Guardian, disse que a ideia é "excelente" e "algo que todos nós na mídia devemos ter sempre em mente".

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