Líderes da AMI, WAN-IFRA, ANJ, ADEPA, AEDEP e ANP Líderes da AMI, WAN-IFRA, ANJ, ADEPA, AEDEP e ANP / Divulgação

Entidades da imprensa de língua espanhola e portuguesa unem-se para traçar estratégias eficazes à indústria jornalística em meio à era digital

Algumas das mais importantes associações de imprensa formalizaram na semana passada uma pioneira união para atuar em defesa da indústria jornalística nos países de língua espanhola e portuguesa. Em uma primeira reunião, realizada paralelamente à edição deste ano da conferência Digital Media Latam, encerrada no último dia 16 e promovida pela Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN-IFRA), na Colômbia, os líderes das entidades destacaram princípios e estratégias para o fortalecimento do jornalismo, entre os quais o entendimento de que as novas tecnologias, mesmo com seus desafios e problemas, são um avanço que ratifica o fato de que a sociedade precisa de diversas mídias comprometidas com o exercício de um jornalismo sério, responsável e independente.

A reunião foi realizada na sede da Associação Colombiana de Meios de Informação (AMI), e contou com a participação de Werner Zitzmann, diretor-executivo da entidade da Colômbia; Rodrigo Bonilla, diretor para América Latina da WAN-IFRA; Marcelo Rech, presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), do Brasil; Andrés D’Alessandro, diretor-executivo da Associação Argentina de Empresas Jornalísticas (ADEPA, na sigla em espanhol); Daniel Dessein, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa da ADEPA; Francisco Rocha, diretor-executivo da Associação Equatoriana de Editores de Jornais (AEDEP, em espanhol); e Juan Jaime Díaz, presidente da Associação Nacional de Imprensa do Chile (ANP, em espanhol).

Em comunicado à imprensa (integra abaixo), os representantes disseram compreender que, na era digital, as audiências já não são apenas receptores passivos, mas têm o poder de interagir, criar e replicar o conteúdo de forma massiva. Esse poder confere às pessoas a responsabilidade do que comunicam e, também, de exigir das fontes de informação, jornalísticas ou não, a qualidade e a veracidade de seus conteúdos.

O exercício responsável do jornalismo requer uma permanente revisão na orientação estratégica das empresas de mídia, afirma o documento divulgado pelo grupo. O objetivo dessa constante transformação é diversificar e inovar nas linguagens e na forma de comunicar às múltiplas audiências, sempre em evolução. Isso permite ainda identificar oportunidades e fontes de apoio e rentabilidade, garantindo – com sua institucionalidade –, a qualidade, a transparência e a independência editorial.

Os dirigentes acrescentaram que as associações que comandam devem ser capazes de analisar a evolução das dinâmicas sociais, tecnológicas, políticas, regulatórias e comerciais que envolvem a indústria jornalística, o que permite estabelecer estratégias para aumentar a competitividade sem distorcer os valores de informação e assegurando a apropriação antecipada de responsabilidades da mídia, audiências e autoridades. Ao mesmo tempo, em meio a tantas mudanças, manter de forma permanente indagações sobre modelos futuros do setor, assegurando que a mídia permaneça atual e competitiva.  

Os líderes do jornalismo latino-americano sublinharam o compromisso com esses objetivos, destacando a importância de trabalhar pela integração de uma voz e de ações conjuntas, ao lago de outras associações congêneres no mundo de língua espanhola e portuguesa, já convidadas a participar. O grupo pretende gerar sinergias e fortalecer os vínculos e campos de ação para as muitas frentes comuns que essas entidades enfrentam no contexto global. A próxima reunião será realizada em São Paulo, no Brasil, no primeiro semestre de 2019.

COMUNICADO CONJUNTO À IMPRENSA - ADEPA, AEDEP, AMI, ANJ E ANP

Como parte da sexta edição da Digital Media Latam WAN-IFRA realizada em Bogotá, na Colômbia, na semana passada, na sexta-feira, 16 de novembro, reuniram-se na sede da Associação Colombiana de Meios de Informação (AMI) Werner Zitzmann, diretor-executivo, Rodrigo Bonilla, diretor para América Latina da WAN-IFRA, Andrés D’Alessandro, diretor-executivo da Associação Argentina de Empresas Jornalísticas (ADEPA), Daniel Dessein, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa da ADEPA, Francisco Rocha, diretor-executivo da Associação Equatoriana de Editores de Jornais (AEDEP), Marcelo Rech, presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), e Juan Jaime Díaz, presidente da Associação Nacional de Imprensa do Chile (ANP), no que se constituiu em um histórico primeiro encontro das associações de meios de informação e jornais do mundo de língua espanhola e portuguesa, com o objetivo de compartilhar suas visões e experiências na atual e particular conjuntura dos meios de comunicação, em que desafios do direito à informação, os conteúdos, as audiências e o negócio, não são menores.

Os delegados concordaram que as novas tecnologias, com consequentes transformações na forma como os cidadãos se informam e consomem conteúdo, longe de serem uma ameaça, ratificaram que a sociedade precisa de meios de comunicação diversos e comprometidos com o exercício de um jornalismo sério, responsável e independente. E que imersas nesta realidade estão as audiências, que já não são apenas receptoras passivas, sendo que têm o poder de interagir, criar e replicar conteúdos massivamente, poder que lhes confere a responsabilidade sobre o que comunicam e de serem exigentes com as fontes, sejam ou não meios de comunicação, em termos de qualidade e veracidade de seus conteúdos.

Concluiram também que um exercício responsável do jornalismo requer uma permanente revisão da orientação estratégica das empresas jornalísticas, que promova a diversificação em direção a novas linguagens e formas de comunicar e a múltiplas audiências em constante estado de evolução, identificando oportunidades e fontes de sustentabilidade e rentabilidade, garantindo – com sua institucionalidade –, a qualidade, a transparência e a independência editorial.

Acrescentaram que, nesta perspectiva, as associações que comandam devem ser capazes de analisar a evolução das dinâmicas sociais, tecnológicas, políticas, regulatórias e comerciais em um ambiente de mudanças de forma que identifiquem estratégias que favoreçam a competitividade da indústria sem distorcer os valores de informação, assegurando a apropriação antecipada de responsabilidades dos meios, audiências e autoridades no ambiente de mudanças, indagando permanentemente sobre modelos futuros do setor, para assegurar que a indústria dos meios de informação se mantenha atual e seja competitiva.

Sublinharam seus compromissos com esses propósitos, destacando a importância de trabalhar pela integração de uma voz e ações unificadas, junto com outras associações irmãs do mundo de língua espanhola e portuguesa à quais convidaram, com o objetivo de gerar sinergias e fortalecer vínculos e campos de ação para as muitas frentes comuns que enfrentam no contexto global. A próxima reunião será realizada em São Paulo, Brasil, no primeiro semestre de 2019.